quarta-feira, 11 de abril de 2012

As Quedas


     As quedas são mais comuns nos degraus inferiores da escada evolutiva e tanto mais dolorosas e profundas se tornam, quanto maior for o cabedal próprio de conhecimentos espirituais adquiridos pelo Espírito.
    “Estado de Evolução” e “Estado de Queda” são duas condições de caráter geral, em que se encontram os Espíritos nas fases inferiores da ascese.
     Essas são as condições que dominam no Umbral o qual, como sabemos, é uma esfera de vida purgatorial, bem como nos planos que lhe estão, até um certo ponto e de um certo modo, imediatamente acima.
     Quando, porém, as quedas se acentuam devido à reincidência de transgressões, elas levam os culposos às Trevas, esfera mais profunda, de provas mais acerbas, situada abaixo da Crosta.
     Entretanto, em qualquer tempo ou situação, o Espírito culposo pode retomar a evolução, voltando à ascese, desde que reconsidere, arrependa-se e se disponha ao esforço reabilitador.
     A misericórdia divina cobre a multidão de pecados e dá ao pecador incessantes e renovadas oportunidades de redenção.
A redenção, pois, não é um acontecimento extraordinário, um ato de “juízo final” mas sim a manifestação da misericórdia de Deus em muitas oportunidades, no transcurso do esforço evolutivo.
     Mas, perguntarão: o fracasso, na tarefa mediúnica, não sendo reincidente, lança o médium primário no estado de queda?
     Não, desde que ele, no exercício das faculdades próprias, não tenha cometido crimes contra o espírito. Esse fracasso primário traz ao médium uma parada na ascese evolutiva; fica ele em suspensão aguardando nova oportunidade, temporariamente inativo, dependendo de nova tarefa redentora, que lhe será ou não concedida conforme as circunstâncias do fracasso: negligência, vaidade, cupidez, etc.
     Mas lançá-lo-á na queda se praticou o mal conscientemente; se permitiu que suas faculdades fossem utilizadas pelos representantes das forças do mal; se orientou seu próximo por maus caminhos, lhe destruiu no espírito a semente redentora da Fé, ou lhe perverteu os sentimentos fazendo-o regredir à animalidade; enfim, se deturpou a verdade e lançou seu próximo ou a si mesmo no caminho do erro da iniqüidade.
Há uma lei invariável que preside a este assunto: quando o médium se dedica à tarefa em comunhão com os espíritos do bem, está em estado de evolução; quando, ao contrário, a despreza ou, por mau procedimento, dá causa ao afastamento desses espíritos, cai então sob a influência dos espíritos do mal e entra em estado de queda.
     A esse respeito diz André Luiz: “No campo da vida espiritual, cada serviço nobre recebe o salário que lhe diz respeito e cada aventura menos digna tem o preço que lhe corresponde”.
E prossegue:
    “Mediação entre dois planos diferentes sem elevação de nível moral é estagnação na inutilidade.”
    “O pensamento é tão significativo na mediunidade, quanto o leito é importante para o rio.”
    “Ponde águas puras sobre um leito de lama pútrida e não tereis senão a escura corrente da viciação.”
     E mais: “Jesus espera a formação de mensageiros humanos capazes de projetar no mundo as maravilhas do seu reino.”
Fonte: Livro Mediunidade (Edgard Armond).

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A VISÃO DA ESPIRITUALIDADE SOBRE AS COMPRAS A PRAZO

Não é novidade para ninguém que o dinheiro é uma forma de energia. Trata-se de um recurso que pode ser acumulado, desperdiçado ou usado com equilíbrio. O dinheiro é uma forma de Fluido Vital da dimensão terrena. Ele é utilizado para organizar os sistemas de trocas de bens e serviços entre as pessoas. Os indivíduos trabalham nas mais diversas atividades, oferecendo esforços que serão retribuídos na forma de energia que é codificada por uma determinada quantidade de dinheiro.
No momento em que a energia de trabalho é convertida em unidades monetárias, ela deixa de ser uma força virtual ou etérea e passa a ser material. Por isso, quando se troca o trabalho por dinheiro, materializa-se essa recompensa de esforços por unidades monetárias que podem ser usadas em outras diversas formas de trocas.
Essa contextualização sobre o papel do dinheiro na sociedade é importante para que se possa entender que tudo é troca e um constante fluxo de dar e receber.
O homem se perde e se confunde no contexto da vida material em sua relação com o dinheiro, quando começa a desejar (no sentido de ter desejos materiais) em excesso, de forma demasiada e além das necessidades reais que todos tem. Todo excesso de desejos e o aumento da ambição requerem grandes quantidades de dinheiro acumulado para sustentarem essas carências descontroladas que almejam o consumo constante de bens e serviços. É aí que um caminho de escuridão na alma humana tem início, pois origina o aparecimento de diversos problemas. Junto com eles também surgem muitos sofrimentos e inferioridades na personalidade. Sempre que a ambição de uma pessoa for maior que a sua própria capacidade de converter trabalho e esforço em dinheiro, ela se tornará escrava de si mesma, porque viverá para alimentar seus desejos consumistas, e assim, nunca terá sossego, pois viverá de excessos: de trabalho, de gastos, de desejos, entre outros.
No Universo, em especial no planeta Terra, as energias naturais são constituídas pela combinação de duas energias opostas, de polaridades contrárias, que se complementam para dar origem ao equilíbrio. O yin e o yang, o sol e a lua, a noite e o dia, o frio e o calor, o homem e a mulher, são faces de uma mesma força universal. Como todos os seres humanos estão inseridos dentro desse mesmo movimento cósmico, tudo que ocorre em sua vida também deve seguir o mesmo objetivo, que é o equilíbrio. Caso contrário, jamais serão felizes, pois estarão em oposição às forças naturais que organizam a vida planetária e na vida financeira de qualquer pessoa, essas leis naturais agem em igual teor.
Trocar esforços e trabalho apenas com o objetivo de acumular dinheiro farão com que esse fluxo fique desequilibrado, e ao passar do tempo, consequências negativas podem surgir na vida de qualquer pessoa. Da mesma forma, gastar mais dinheiro que se é possível obter também manifestará desequilíbrios. Em resumo, qualquer pessoa que tiver uma relação desequilibrada com suas finanças sofrerá influências negativas também no âmbito geral. O desequilíbrio na vida financeira poderá afetar uma pessoa nos seus aspectos espirituais, emocionais, mentais e físicos, em outras palavras, de forma integral.
Infelizmente, os desequilíbrios na relação com o dinheiro têm se mostrado como a causa número um para o aparecimento de crises, sofrimentos e doenças em toda a população mundial.
É por isso que a atenção a esse fato é tão necessária, porque crises financeiras podem afetar completamente a Conexão do homem com Deus (falamos de Deus sem conotação religiosa) e por consequência com a sua própria essência interior.
É preciso se desenvolver urgentemente uma relação mais saudável e principalmente mais equilibrada com o dinheiro. Esse fluxo de entrada e saída deve ser precisamente organizado e as trocas precisam acontecer em uma razão de dar e receber sempre equilibradas.
Nesse panorama, as compras a prazo e em especial as feitas pelo cartão de crédito, que crescem em números espantosos a cada ano, necessitam ser bem pensadas. Quando alguém compra algo a prazo, porque ainda não tem todos os recursos necessários para obter à vista, essa pessoa emite e recebe em sua aura a vibração de um fluxo energético de desequilíbrio. Essa vibração por consequência desencadeará diversos outros acontecimentos negativos na vida de uma pessoa sem que ela perceba o real motivo: desequilíbrio na relação com o dinheiro.
Quando alguém quer comprar algo a prazo porque não tem recursos suficientes para comprar à vista, isso significa de forma direta e objetiva, que a pessoa ainda não merece ter determinado bem ou serviço. Quando a pessoa ainda não tem todos os recursos que necessita para comprar (ainda não merece obter) e, mesmo assim, ela decide comprar a prazo, pode-se dizer que é como se ela conquistasse algo que ainda não acumulou esforço de troca para receber. É uma espécie de dívida energética que fica impregnada na aura de quem compra o que ainda não pode pagar.
Lendo esse texto, você pode até se espantar e dizer: " Mas se eu não fizer compras a prazo, então, eu não conseguirei ter nada na vida!"
É normal o comentário, afinal, não é um crime comprar a prazo, entretanto, queremos mostrar que essa prática pode ser uma fonte de desventura na vida de qualquer pessoa, principalmente, nas que nem imaginam o poder negativo que as dívidas exercem em sua aura.
O objetivo dessa reflexão é despertar a consciência para a importância de se estabelecer uma boa relação com o dinheiro. Que cada pessoa entenda que tudo aquilo que é comprado com um dinheiro que ela ainda nem dedicou esforços para ganhar, que essa prática poderá resultar influências negativas em sua vida.
Quanto mais o homem se conscientizar de que deve comprar apenas aquilo que já tenha recursos suficientes para obter, sem exageros e sem desequilíbrios, mais a prosperidade ele terá, pois suas relações de trocas serão cada vez mais expandidas e elevadas para níveis cada vez mais sublimes.
Comprar a prazo faz mal e afasta a prosperidade. É importante e sensato fazer um treino e um teste para ver que a relação com o dinheiro tem uma influência tão profunda na qualidade de vida de qualquer pessoa.
POR BRUNO J. GIMENES
PROFESSOR E PALESTRANTE, MINISTRA CURSOS E PALESTRAS PELO BRASIL.

O Poder da Intuição


Escrito por Marco Túlio Michalick
A intuição pode ser considerada como uma espécie de inteligência superior, fruto dos nossos conhecimentos acumulados, ainda que não tenhamos consciência deles. É uma manifestação da nossa “alma”, reflexo da Inteligência Divina que habita em nós. Por isso, transcende os limites da razão.
Mediunicamente considerada, é uma espécie de inspiração que os espíritos nos dão, captada psiquicamente, muitas vezes sem que nos damos conta. É algo que deveríamos utilizar com mais frequência, mas, na maioria das vezes, não conseguimos captar as mensagens que nossos guias ou amigos espirituais nos enviam, constantemente, com a intenção de nos auxiliar.
Se soubéssemos utilizar a intuição poderíamos resolver muitos problemas que nos afligem no dia-a-dia. Mas o problema maior é que, normalmente, pedimos ajuda espiritual em momento de aflição, e dessa forma, não conseguimos captar a inspiração com clareza.
No livro O Despertar da Intuição – Desenvolvendo o seu Sexto Sentido, do escritor e médium americano, James Van Praagh, ele explica que “intuição é uma sensação de saber, e isso vem de dentro. Essa sensação é espontânea, não é racional. Se você se esforçar muito para usar sua intuição, impedirá o processo. Em outras palavras: intuição não é uma coisa que você possa fazer acontecer. Ela simplesmente acontece. Você pode aprender a perceber quando ela ocorre. A intuição acontece quando nossas mentes estão relaxadas e não concentradas em um determinada tarefa”.
Precisamos estar com a mente tranqüila e harmoniosa com o Alto para que possamos ter a intuição. Caso contrário, nossa sintonia estará vibrando em baixa freqüência, sendo assim, a única intuição que receberemos é da espiritualidade das trevas ou de quem nos queira prejudicar.
A intuição em ambiente harmonioso é tão importante que escritores, compositores, pintores etc, somente conseguem exercer sua arte em lugares onde há tranquilidade e que possam trabalhar aproveitando sua intuição da melhor maneira possível.
Mas, como saber se a intuição é fruto da inspiração de um espírito ou de nossa própria mente? Van Praagh escreve que “para fazer contato com esse tipo de conhecimento, é preciso começar estabelecendo um relacionamento íntimo com você. Quanto mais compreender suas próprias razões, idéias e crenças, mais fácil se tornará separar o que é seu daquilo que é dos espíritos”.
Inspiração dos espíritos
Certa vez, uma amiga médium me disse que meu pai iria manter contato comigo. Ele já havia desencarnado há anos. Mas ela afirmou que ele faria contato em breve. Certo dia, minha esposa trouxe as correspondências para mim e o que nos espantou foi que, em uma delas, o destinatário estava no nome de meu pai. Ficamos espantados. Como aquilo havia acontecido? Lembrei-me que havia preenchido um cadastro em uma loja, com os meus dados e também o nome de meus pais. O impressionante é que ao invés da loja enviar a correspondência em meu nome, enviou no de meu pai. O que isto quer dizer? Que a médium, minha amiga, estava certa? Também! Mas meu pai quis me alertar que ele estava ao meu lado, para eu ficar atento, pois estava me inspirando no dia-a-dia. Às vezes, um ente querido ou um amigo já desencarnado nos envia uma mensagem similar, mas como estamos preocupados com nossos problemas, deixamos de captar o que poderia ser a solução de uma aflição.Van Praagh explica que “no nível mental, a intuição costuma manifestar-se em forma de imagens (...) Os inventores afirmam que suas invenções lhes chegam por devaneios, sonhos noturnos ou quando não estão concentrados nos problemas (...) Executivos com altos cargos administrativos costumam dizer que tiveram uma ‘sensação visceral’ ao tomar certa decisão (...) A capacidade de saber intuitivamente o que vai dar certo aumenta a possibilidade de sucesso de uma pessoa nos negócios”.
Confiando na voz interior
Isto explica alguma intuição que a pessoa tem e é considerada maluca, pois os outros acham absurda aquela idéia. Porém, a pessoa deverá se manter firme em sua convicção, afinal a intuição lhe mostrou uma imagem, o que dá a certeza de estar fazendo a coisa certa. Essa passagem me lembra Juscelino Kubitcheck. Quando idealizou Brasília, ele seguiu sua intuição e colocou em prática um projeto audacioso. Se ele não seguisse sua intuição, a imagem daquela cidade no planalto central não passaria de mera imagem.
Comecei a praticar as técnicas descritas na obra de James Van Praagh, afinal, os pequenos detalhes fazem a diferença. Assim, dia desses, quando voltava de carro de uma viagem a trabalho no norte de Goiás, pegando a BR 153, fiquei na dúvida se seguiria para Goiânia (onde poderia continuar a trabalhar) ou voltaria para Brasília, onde moro. Em determinado ponto da estrada, pedi auxílio aos meus guias espirituais que pudessem me inspirar o que seria melhor para mim. Estava chegando a um trevo onde seguir reto seria tomar um caminho logo à frente para Brasília ou virar a direita era ir para Goiânia. Quando mentalizava ao Alto pedindo uma intuição, uma viatura da polícia rodoviária veio na contramão em minha direção. Achei aquilo estranho. Quando a viatura chegou no trevo, parou. Perguntei se não podia seguir” e o policial respondeu: “Só se for para Goiânia” – apontando a estrada a minha direita, pois havia acontecido um acidente na outra estrada. Fiquei pasmo ao ouvir aquilo. Muitas pessoas vão dizer que é coincidência, mas não acredito em coincidências e penso que nada acontece por acaso. Segui viagem para Goiânia pensando no acontecido. Acabei fechando bons negócios naquela cidade. Neste caso soube ouvir e seguir a minha intuição.
James Van Praagh escreve que “a intuição também deve estar integrada ao intelecto para podermos traduzir as informações enviadas por ela. Médicos que passaram anos na faculdade sabem que combinar seu conhecimento médico com a intuição é a melhor forma de diagnosticar problemas difíceis de serem identificados por meios convencionais”.
Sendo assim, não basta pedir, temos que fazer a nossa parte. Para que a intuição funcione precisamos ter fé. Não adianta você pedir para ser inspirado em algo, se no fundo não acredita que seja possível. É a mesma coisa de orar sem fé, ou seja, o pedido é em vão. “Só é possível desenvolver a percepção mediúnica com que você nasceu através da prática e com persistência. É um processo de sintonia em que o instrumento é seu próprio sexto sentido”, finaliza Van Praagh.


sexta-feira, 2 de março de 2012

Tirando Dúvidas

  1. Atendendo a desencarnados que foram vítimas de acidentes enquanto encarnados, vejo que alguns trazem traumatismos, amputações, e até desagregação quase total do perispírito; em outros, esse corpo permanece íntegro. Não existe uma regra para se explicar tanta diversidade de casos?
R. Existe, desde que você admita que cada caso tem suas especificidades. Você falou acidentes. Vamos, pois dividi-los em duas maneiras: primeiro, quando ele ocorre “naturalmente”, sem a intenção do Espírito em provocá-lo. Nesse caso a probabilidade de não lesar o perispírito existe; desde que seu carma, ou seja, seus débitos se esgotem com aquela parcela de pagamento representado pelo acidente. Todavia, se o Espírito se rebelar contra a sua expiação, abrigando a revolta contra as condições em que se encontra e que foram impostas pela lei que ele feriu, a sua condição de acidentado lesa o perispírito. Se o acidente foi intencional, como ocorre com o suicídio, não há como não lesar, amputar, e até, quando a agressão é forte e o desejo de se matar é profundo, em flagrante desrespeito às leis divinas, avariar severamente o perispírito. Aqui a intenção é tudo.

  1. Como pode um perispírito ser severamente desagregado? O que fica revestindo o Espírito então?
R. O seu corpo mental. Vamos, para efeito didático, e apenas para esse fim, pois na prática os corpos dos Espírito são interligados, separar o ser humano em: corpo físico + perispírito +corpo mental + Espírito. O corpo físico pode ser destruído; o perispírito severamente avariado. O corpo mental, fronteira entre o Espírito e o perispírito, não. Se houvesse vontade e evolução suficiente, o perispírito lesado poderia ser recomposto pelo Espírito que dele se reveste. O problema é que o ser que pratica o suicídio não tem conhecimento, nem moral suficiente, para acionar o corpo mental, e, utilizando-o como molde, induzi-lo a recompor seu perispírito.

  1. Quer dizer que o corpo mental jamais sofre uma ranhura sequer, mesmo diante do desejo mais profundo do Espírito em se matar?
R. Eu disse que o corpo mental é indestrutível. Em uma comparação grosseira podemos dizer que ele é a caixa preta do avião. O molde onde se situam todas as conquistas biológicas do ser. Como você classificou a memória como biológica, no que concerne às conquistas das formas e funções, e psicológica, relativas à inteligência, intelecto, moral, podemos dizer que a primeira se situa em nível de corpo mental e a segunda é patrimônio do Espírito.

  1. Em  quais circunstâncias o perispírito pode sofrer desagregação parcial, avarias, ferimentos?
R. Em muitas situações e acidentes onde haja por parte do Espírito a vontade de ferir-se ou de matar-se. No suicídio, quando o desejo de morte é profundo, a depender do gênero de morte escolhido, o perispírito pode sofrer as mais graves lesões. Não conhecemos um caso, contudo, em que ele tenha se desintegrado totalmente. Mesmo nos atentados suicidas, em que alguém amarra a si 10 quilos de TNT, como ocorreu em Israel, o perispírito sofre vultosas desagregações, mas pode ser reconstituído como base no molde indestrutível que é o corpo mental.

  1. Volto aos acidentes: diante de duas pessoas mortas sob as rodas de um trem, sendo a primeira vitimada por um suicídio e a segunda por acidente inevitável, como se apresentam seus perispíritos?
R. Já lhe dissemos que a intenção é tudo. Você não leu nas obras da Codificação que Deus julga mais a intenção que o fato? O suicida se apresentará como o seu perispírito severamente avariado. O acidentado terá o seu perispírito sem prejuízos, desde que no instante do acidente ou posteriormente não tenha sido tomado por sentimentos de culpa, tais como: eu poderia ter evitado; eu fui culpado pelo que aconteceu. Se ele tem a consciência isenta de culpa pelo que lhe sucedeu, seu perispírito não sofre avarias.

  1. Por falar em memória, como vocês têm acesso a determinadas informações que
o Espírito procura esconder e não obstante, elas são reveladas ao doutrinador?
R. Para falar da memória você precisa abrir um leque para explicar toda a sua abrangência. A designação de memória biológica para relacionar as o conquistas do Espírito no campo dos instintos e do automatismo é boa. O éter registra os acontecimentos circundantes em sua intimidade, formando uma memória ambiental (quando se fala em ambientes restritos); e uma memória astral (quando registra a saga de todo um planeta).
     Em uma reunião mediúnica, qual a que você dirige, os eventos e imagens podem ser extraídos da mente do Espírito. Os Espíritos Superiores possuem recursos para induzir, subjugar uma mente rebelde, para que ela libere todas as informações disponíveis. Os técnicos podem também retirar da memória ambiental todo o drama que ele não se anima a revelar ou proceder a uma regressão de memória. São técnicas variadas das quais o Espírito não consegue subtrair-se sendo rendido em sua intenção de bloquear seus registros.
      A memória parece ser uma das características da matéria. A Terra grava em seus fósseis os registros de sua evolução. Não podemos encarar isso como uma memória geológica? O feto, nas primeiras etapas do seu desenvolvimento, mostra em seu corpo, sinais de estágios anatômicos já ultrapassados, uma vez que apresenta bolsas branquiais e uma longa cauda. Não demonstra esse fato a existência de uma memória biológica? As árvores em seus troncos vigorosos registram através de suas fibras, organizadas segundo os anos vividos, cicatrizes do corpo não são parte da memória de tantas lutas? Existem ainda outros tipos de memória que desconhecemos e que certamente dominaremos um dia.
     Todavia repito: a memória propriamente dita, que pode ser evocada pelo Espírito, que se organiza seqüenciada e seletiva, encontra-se registrada nele mesmo. Quando o Espírito faz “evocação” de um fato passado, aciona seu banco de dados, liberando o conhecimento armazenado. Tais lembranças se refletem no perispírito. Seria difícil entender uma memória no perispírito, de vez que ele pode ser severamente desagregado e recomposto. O Espírito representa o intelecto, a vontade, a “força viva” que impulsiona e vibra, a inteligência. Quando ele quer, expressa sua vontade através do pensamento, que se fotografa no perispírito.
     Assim, com essa reunião “tira dúvidas”, fato comum em nosso grupo de aprofundamento doutrinário, tomamos novo fôlego para tão extensa caminhada. A do saber.
Fonte: O Perispírito e suas Modelações (Luiz Gonzaga Pinheiro).
    

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Dragões - Vocês sabem o que são os Dragões?

     Eles são seres humanos, integram nossa raça. Inteligentes. Com larga soma de conhecimento das leis divinas e com rara habilidade de manipular as energias naturais. Conhecem a psicologia da alma, avançaram em tecnologia e são tenazes na busca de seus ideais. Adquiriram o domínio do inconsciente, tornando-se manipuladores dos sentimentos. Foram transmigrados de vários planetas em levas de bilhões de criaturas rebeldes aos sublimes estatutos de Deus, para recomeçarem a caminhada evolutiva no reerguimento de si próprios perante a consciência.
     Chegados a Terra em degredo, formaram castas de rebelião usando as tendências inatas de inconformaçao com o exílio. Renascidos nos troncos antropológicos mais remotos do que hoje e o continente africano, foram, paulatinamente, resgatando as reminiscências da bagagem intelectiva e social que armazenaram.
     Vieram em naves, cuja atual tecnologia mais avançada da ciência supersônica, nem sequer alcança os níveis de engenharia aeroespacial dominada aquele tempo pelos tutores interplanetários que lhes fizeram o transporte galáctico.
     Um trabalho de minúcias, planejamento e milênios de execução.
     Quatro troncos1 de transmigrados foram decisivos para a construção da historia da Terra nos últimos 15.000 anos. Eles se disseminaram pelos povos da Suméria e Mesopotâmia. Espalharam-se pela Caldeia e depois pelos povos que originaram a família indo-europeia. Deixaram relatos claros de seu poder criador no Egito, na China, na Índia e na velha civilização Greco-romana.
     Entre os quatro troncos, dois deles, o ariano e o povo da casa de Israel ou tronco judaico-cristao2, sempre estiveram presentes nos mais conhecidos episódios da historia humana. Ora como egípcios, ora como hebreus, Ora como romanos, ora como palestinos, ora como nazistas, ora como judeus.
     Tais espíritos se revezaram em uma das mais sangrentas e antigas disputas que transcende a chegada de todos eles a esta casa planetária. Os arianos como cultores da raça pura e do progresso pelo domínio, amantes do poder, das castas. Os judeus cristãos como o grupo mais afeiçoado a religião, amantes do Deus único e também os mais pretensiosos proprietários da verdade. Nos primeiros, a arrogância nacionalista. Nos segundos, a arrogância religiosa.
1 Nota da editora: consulte o livro A Caminho da Luz, de Emmanuel, pelo médium Francisco Candido Xavier.
2 Nota do Autor: o que os autores espirituais chamam de tronco judaico cristão teve como origem o povo hebreu.
      Digladiam por milênios afora dando continuidade a uma velha disputa pelo poder. Ambos adoecidos pela vaidade. Os arianos acreditam na força bélica, e os judeus cristãos na força divina. Religião e armas são duas extremidades de um processo antropológico milenar deste planeta. Ódio e amor. Poder e Fe. Velhos arquétipos dominantes nas mentes exiladas.
     Foi nessa fieira de ódio e incompreensão, há mais de 10.000 anos, que se organizou a primeira força militar da maldade na Terra. Eles se denominaram dragões, a mais antiga casta de poder formalizada no astral inferior de nosso orbe. Descendentes de ambos os troncos de exilados, como facínoras da hipnose coletiva, entrincheiraram-se na revolta e no ódio milenar.
     A migração interplanetária e uma ocorrência continua e natural no universo. Da mesma forma, o ir e vir de comunidades no ambiente terrestre e uma Constant. Obedecendo a fatores sócio espirituais, diversos grupos reunidos por compromisso e afinidade deslocam-se conforme a extensão de suas necessidades de aprimoramento evolutivo dentro do planeta ou para fora dele, nas esferas mais próximas de suas manifestações vibratórias.
     Houve uma grande reação das trevas com as conquistas do século XX, pelo fato de serem avanços realizados pelos aborígenes, o povo da Terra. As comunidades sombrias zombam desse fato recordando as contribuições que deram ao velho Egito e as civilizações primitivas. Essa insurreição também se deve ao estratégico renascimento corporal de dragões, cujo objetivo seria destruir a humanidade incendiando a cultura, a política e a economia mundial.
     O noticiário comum não pode afirmar, mas inúmeros lideres políticos de facções fundamentalistas desenvolveram uma industria bélica, socialmente invisível, com o aval de países ricos que não tinham noção dos perigos que a que expunham o planeta.
     As forças sombrias continuam acirradamente o feroz ataque ao bem.
     O fundamento basilar dessas hordas consiste em colocar o instinto como núcleo estratégico da derrocada humana. Convencer o homem da Terra de que não vale a pena mudar de reino, subir o degrau do instinto para a razão. O prazer, nessa concepção decadente e astuta, reside em manter-se na retaguarda dos cinco sentidos, buscando as gratificações imediatistas e passageiras. Viver, dentro dessa ótica enfermiça, significa gozar os prazeres da matéria, fruir todos os interesses pessoais.
     Estamos em um instante delicado. Daí a razão de conclamarmos servidores fieis em todas as plagas do mundo. Existem embaixadores do Senhor em todos os flancos nos quais nos quais haja poder de influencia sobre multidões.
     Uma retaguarda de almas de coração puro e experimentadas na arte de construir o bem foi acionada em regime de prontidão permanente nestes últimos trinta anos. Entre elas, muitos baluartes respeitados nas searas da religião transferiram suas enorme responsabilidades aos sucessores naturais, para atenderem ao chamado do Celeste Orientador da caminhada planetária junto ao turbilhão de desordem e interesse nos ambientes administrativos das sociedades.
     O Templo de Luxor3 e o Hospital Esperança4 representam uma vasta equipe de cooperadores nos serviços redentores, nos porões do submundo astral. Os dragões são nossa família pelos elos do coração. Filhos transviados que mendigam amor incondicional.
     Essa manifestação de amor deve constituir a orientação essencial a quem almeja somar nas oficinas de abnegação e socorro pela iluminação das sombras abissais.
     Quando estendemos a Mao a um vizinho, quando desenvolvemos um gesto de solidariedade ou educação, quando tornamo-nos um exemplo de cidadão, enfim, quando exercemos a cidadania cósmica, estamos efetivamente cooperando para um mundo melhor e atendendo ao clamor pela regeneração, que acena um futuro promissor em favor da paz mundial.
3 Nota da editora – O Templo de Luxor, no Egito, foi iniciado na época de Amenhotep III e só foi acabado no período muçulmano. E o único monumento do mundo que contem em si mesmo documentos das épocas faraônicas, greco-romana, copta e islâmica, com nichos e frescos coptas e ate uma Mesquita (Abu AL – Haggag).
4 Nota da editora – Obra de amor erguida por Eurípedes Barsanulfo no mundo espiritual.
Magister Seraphis Bey, mestre do Templo de Luxor.
Belo Horizonte, janeiro de 2009.
Fonte: Livro Os Dragões (O diamante no lodo não deixa de ser diamante).
Psicografado por Wanderlei Soares de Oliveira
Pelo espírito de Maria Modesto Cravo.   

Trecho do Livro Libertação: pelo Espírito Andre Luiz, psicografado por Chico Xavier.

Cap.VIII - Inesperada intercessão 
    
     A sala em que fomos recebidos pelo sacerdote Gregório semelhava-se a estranho santuário, cuja luz interior se alimentava de tochas ardentes.
     Sentado em pequeno trono que lhe singularizava a figura no desagradável ambiente, a exótica personagem rodeava-se de mais de cem entidades em atitude adorativa. Dois áulicos, extravagantemente vestidos, manejavam grandes turíbulos, em cujo bojo se consumiam substancias perfumadas, de violentas emanações.
     Trajava ele uma túnica escarlate e nimbava-se de halo pardo-escuro, cujos raios, inquietantes e contundentes, nos feriam a retina.
     Fixou em nos o olhar percuciente e inquiridor e estendeu-nos a destra, dando-nos a entender que podíamos aproximar.
     Fortemente empolgado, acompanhei Gubio.
     Quem seria Gregório naquele recinto? Um chefe tirânico ou um ídolo vivo, saturado de misterioso poder?
     Doze criaturas, ladeando-lhe o dourado assento, ajoelhavam-se, humildes, atentas as ordens que lhe emanassem da boca.
     Com um simples gesto determinou regime sigiloso para a conversação que entabolaria conosco, porque, em alguns segundos, o recinto se esvaziou de quantos dentro dele se achavam, estranhos a nossa presença.
     Compreendi que cogitaríamos de grave assunto e fitei nosso orientador para copiar-lhe os movimentos.
     Gubio, seguido por Eloi e por mim, a reduzida distancia, acercou-se do anfitrião que o contemplava de fisionomia rude, passando, de minha parte, a espreitar o esforço de nosso Instrutor para contornar os obstáculos do momento, de modo a não classificar-se por mentiroso, a face da própria consciência.
     Cumprimentou-o Gregório, exibindo fingida complacência, e falou:
    -Lembra-te de que sou juiz, mandatário do governo forte aqui estabelecido. Não deves, pois, faltar a verdade.
     Decorrida pequena pausa, acrescentou:
     -Em nosso primeiro encontro, enunciaste um nome...
     -Sim – responde Gubio, sereno -, o de uma benfeitora.
    -Repete-o! – ordenou o sacerdote, imperativo.
    - Matilde.
     O semblante de Gregório fez-se sombrio e angustiado. Dire-se-ia recebera naquele instante tremenda punhalada invisível. Dissimulou, no entanto, dura impassibilidade e, com a firmeza de um administrador orgulhoso e torturado, inquiriu:
    _Que tem de comum comigo semelhante criatura?
      Nosso orientador redargüiu, sem afetação:
    _asseverou-nos querer-te com desvelado amor materno.
    -Evidente engano! – aduziu Gregório, ferino –minha mãe separou-se de mim, há alguns séculos. Ao demais,  ainda que me interessasse tal reencontro, estamos fundamentalmente divorciados um do outro. Ela serve ao Cordeiro, eu sirvo aos Dragões (1).
(1) – Espíritos caídos no mal, desde eras primeiras da Criaça Planetária, e que operam em zonas inferiores da vida,personificando lideres de rebelião, ódio, vaidade e egoismo; não são, todavia, demônios eternos, porque individualmente se transformam para o bem, no curso dos séculos, qual acontece aos próprios homens. – nota do autor espiritual.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

ESTÁS DOENTE?

“E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará.” - (TIAGO, capítulo 5, versículo 15.)
Todas as criaturas humanas adoecem, todavia, são raros aqueles que cogitam de cura real.
Se te encontras enfermo, não acredites que a ação medicamentosa, através da boca ou dos poros, te possa restaurar integralmente.
O comprimido ajuda, a injeção melhora, entretanto, nunca te esqueças de que os verdadeiros males procedem do coração.
A mente é fonte criadora.
A vida, pouco a pouco, plasma em torno de teus passos aquilo que desejas.
De que vale a medicação exterior, se prossegues triste, acabrunhado ou insubmisso?
De outras vezes, pedes o socorro de médicos humanos ou de benfeitores espirituais, mas, ao surgirem as primeiras melhoras, abandonas o remédio ou o conselho salutar e voltas aos mesmos abusos que te conduziram à enfermidade.
Como regenerar a saúde, se perdes longas horas na posição da cólera ou do desânimo? A indignação rara, quando justa e construtiva no interesse geral, é sempre um bem, quando sabemos orientá-la em serviços de elevação; contudo, a indignação diária, a propósito de tudo, de todos e de nós mesmos, é um hábito pernicioso, de conseqüências imprevisíveis.
O desalento, por sua vez, é clima anestesiante, que entorpece e destrói.
E que falar da maledicência ou da inutilidade, com as quais despendes tempo valioso e longo em conversação infrutífera, extinguindo as tuas forças?
Que gênio milagroso te doará o equilíbrio orgânico, se não sabes calar, nem desculpar, se não ajudas, nem compreendes, se não te humilhas para os desígnios superiores, nem procuras harmonia com os homens?
Por mais se apressem socorristas da Terra e do Plano Espiritual, em teu favor, devoras as próprias energias, vítima imprevidente do suicídio indireto.
Se estás doente, meu amigo, acima de qualquer medicação, aprende a orar e a entender, a auxiliar e a preparar o coração para a Grande Mudança.
Desapega-te de bens transitórios que te foram emprestados pelo Poder Divino, de acordo com a Lei do Uso, e lembra-te de que serás, agora ou depois, reconduzido à Vida Maior, onde encontramos sempre a própria consciência.
Foge à brutalidade.
Enriquece os teus fatores de simpatia pessoal, pela prática do amor fraterno.
Busca a intimidade com a sabedoria, pelo estudo e pela meditação.
Não manches teu caminho.
Serve sempre.
Trabalha na extensão do bem.
Guarda lealdade ao ideal superior que te ilumina o coração e permanece convicto de que se cultivas a oração da fé viva, em todos os teus passos, aqui ou além, o Senhor te levantará. (EMMANUEL Fonte Viva, 86 FCXavier, FEB)

A ORAÇÃO CURATIVA

Meus amigos, que a paz do Cristo permaneça em nossos corações, conduzindo-nos para a luz.
Fui padre católico romano, naturalmente limitado às concepções do meu ambiente, mas não tanto que não pudesse compreender todos os homens como tutelados de Nosso Senhor.
A morte do corpo veio dilatar os horizontes de meu entendimento e agora vejo com mais clareza a necessidade do esforço conjunto de todas as nossas escolas de interpretação do Evangelho, para que nos confraternizemos com fervor e sinceridade, à frente do Eterno Amigo.
Com esse novo discernimento, visito-vos o núcleo de ação cristianizante, tomando por tema a oração como poder curativo e definindo a nossa fé como dom providencial.
O mundo permanece coberto de males de toda a sorte.
Há epidemias de ódio, desequilíbrio, perversidade e ignorância, como em outro tempo conhecíamos a infestação de peste bubônica e febre amarela.
Em toda parte, vemos enfermidades, aflições, descontentamentos, desarmonias...
Tudo é doença do corpo e da alma.
Tudo é ausência do Espírito do Senhor.
Não ignoramos, porém, que todos temos a prece à nossa disposição como força de recuperação e de cura.
É necessário orientar as nossas atividades, no sentido de adaptar-nos à Lei do Bem, acalmando nossos sentimentos e sossegando nossos impulsos, para, em seguida, elevar o pensamento ao manancial de todas as bênçãos, colocando a nossa vida em ligação com a Divina Vontade.
Sabemos hoje que outras vibrações escapam à ciência terrestre, além do ultravioleta e aquém do infravermelho.
À medida que se desenvolve nos domínios da inteligência, compreende o homem com mais força que toda matéria é condensação de energia.
Disse o Senhor: — «Brilhe vossa luz» — e, atualmente, a experimentação positiva revela que o próprio corpo humano é um gerador de forças dinâmicas, constituído assim como um feixe de energias radiantes, em que a consciência fragmentária da criatura evolui ao impacto dos mais diversos raios, a fim de entesourar a Luz Divina e crescer para a Consciência Cósmica.
Vibra a luz em todos os lugares e, por ela, estamos informados de que o Universo é percorrido pelo fluxo divino do Amor Infinito, em freqüência muitíssimo elevada, através de ondas ultracurtas que podem ser transmitidas de espírito a espírito, mais facilmente assimiláveis por intermédio da oração.
Cada aprendiz do Evangelho necessita, assim, afeiçoar-se ao culto da prece, no próprio mundo íntimo, valorizando a oportunidade que lhe é concedida para a comunhão com o Infinito Poder.
Para isso, contudo, é indispensável que a mente e o coração da criatura estejam em sintonia com o amor que domina todos os ângulos da vida, porque a lei do amor é tão matemática como a lei da gravitação.
Mentalizemos a eletricidade, por exemplo, na rede iluminativa. Caso apareça qualquer hiato na corrente, ninguém se lembrará de acusar a usina, como se o fluxo elétrico deixasse de existir. Certificar-nos-emos sem dificuldade de que há um defeito na lâmpada ou na tomada de força.
Derrama-se o amor de Nosso Senhor Jesus-Cristo para todos os corações, no entanto, é imprescindível que a lâmpada de nossa alma se mostre em condições de receber-lhe o Toque Sublime.
Os materiais que constituem a lâmpada são apetrechos de exteriorização da luz, mas a eletricidade é invisível.
Assim também, nós vemos o Amor de Deus em nossas vidas, por intermédio do Grande Mediador, Jesus-Cristo, em forma de alegria, paz, saúde, concórdia, progresso e felicidade; entretanto, acima de todas essas manifestações, abordáveis ao nosso exame, permanece o invisível manancial do Ilimitado Amor e da Ilimitada Sabedoria.
Usando imagens mais simples, recordemos o serviço da água no abrigo doméstico.
Logicamente, as fontes são alimentadas por vivas reservas da Natureza, mas, para que a água atinja os recessos do lar, não prescindiremos da instalação adequada.
A canalização deve estar bem disposta e bem limpa.
Em vista disso, é necessário que todas as atitudes em desacordo com a Lei do Amor sejam extirpadas de nossa existência, para que o Inesgotável Poder penetre através de nossos humildes recursos.
O canal de nossa mente e de nosso coração deve estar desimpedido de todos os raciocínios e sentimentos que não se harmonizem com os padrões de Nosso Senhor.
Alcançada essa fase preparatória, é possível utilizar a oração por medida de reajuste para nós e para os outros, incluindo quantos se encontram perto ou longe de nós.
Ninguém pode calcular no mundo o valor de uma prece nascida do coração humilde e sincero diante do Todo-Misericordioso.
Certamente as tinturas e os sais, as vitaminas e a radioatividade são elementos que a Providência Divina colocou a serviço dos homens na Terra.
É também compreensível que o médico seja indispensável, muitas vezes, à cabeceira dos doentes, porque, em muitas situações, assim como o professor precisa do discípulo e o discípulo do professor, o enfermo precisa do médico, tanto quanto o médico necessita do enfermo, na permuta de experiência.
Isso, porém, não nos impede usar os recursos de que dispomos em nós mesmos. E estejamos convictos de que, ligando o fio de nossa fé à usina do Infinito Bem, as fontes vivas do Amor Eterno derramar-se-ão através de nós, espalhando saúde e alegria.
Assim como há lâmpadas para voltagens diversas, cada criatura tem a sua capacidade própria nas tarefas do auxílio. Há quem receba mais, ou menos força.
Desse modo, conduzamos nossa boa-vontade aos companheiros que sofrem, suplicando a Infinita Bondade em favor de nós mesmos.
É indispensável compreender que a oração opera uma verdadeira transfusão de plasma espiritual, no levantamento de nossas energias.
Se nos sentimos fracos, peçamos o concurso de um companheiro, de dois companheiros ou mais irmãos, porque as forças reunidas multiplicam as forças e, dessa forma, teremos maiores possibilidades para a eclosão do Amparo Divino que está simplesmente esperando que a nossa capacidade de transmissão e de sintonia se amplie e se eleve, em nosso próprio favor.
Mentalizemos o órgão enfermo, a pessoa necessitada ou a situação difícil, à maneira de campos em que o Divino Amor se manifestará, oferecendo-lhes nosso coração e nossas mãos, por veículos de socorro, e veremos fluir, por nós, os mananciais da Vida Eterna, porque o Pai Todo-Compassivo e Jesus Nosso Senhor nunca se empobrecem de bondade.
A indigência é sempre nossa.
Muitos dizem «não posso ajudar porque não sou bom», mas, se já fôssemos senhores da virtude, estaríamos noutras condições e noutras esferas.
Consola-nos saber que somos discípulos do bem e, nessa posição, devemos exercitá-lo.
Movimentemos a boa-vontade.
Não temos ainda as árvores da generosidade e da compreensão, da fé irrepreensível e da perfeita caridade, mas possuímos as sementes que lhes correspondem. E toda semente bem plantada recolhe do Alto a graça do crescimento.
Assim, pois, para que tenhamos assegurado o êxito da nossa plantação de qualidades superiores, é preciso nos disponhamos a fazer da própria vida um canal de manifestação do Constante Auxílio.
Todos temos provas, dificuldades, moléstias, aflições e impedimentos, contudo, dia a dia, colocando nosso espírito à disposição do Divino Amor que flui do centro do Universo para todos os recantos da vida, desenvolver-nos-emos em entendimento, elevação e santificação.
Trabalhemos, portanto, estendendo a oração curativa.
A vossa assembléia de socorro aos irmãos conturbados na sombra é uma exaltação da prece desse teor, porque trazeis ao vosso círculo de serviço aquilo que guardais de melhor e contais simplesmente com o Divino Poder, já que nós, de nós mesmos, nada detemos ainda de bom senão a migalha de nossa confiança e de nossa boa-vontade.
Em nome do Evangelho, sirvamos e ajudemos.
E que Nosso Senhor Jesus-Cristo nos assista e abençoe.
(Padre Eustáquio, 11 de novembro de 1954, sacerdote em Belo Horizonte, desencarnado, Instruções Psicofônicas, 36, FCXavier)