quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Pequeno Resumo do Livro "Renúncia"

O romance narra uma das reencarnações de Emmanuel, no século XIV, na Espanha, como Padre Damiano.
É uma história real, em França, Espanha, Irlanda e Américas, e fala do heroísmo e Martírio de Alcione, sua vida que não representava um feixe de atos comuns, mas um testemunho permanente de sacrifícios santificantes.
Diz Emmanuel: “Este é um livro de sentimento, para quem aprecie a experiência humana através do coração. Em particular, falará a todos os que se encontrem encarcerrados, sentenciados, esquecidos daquele amor que cobre a multidão dos pecados, consoante os ensinamentos de Jesus".
Além da história:
Não deixe de prestar atenção na descrição maravilhosa de um esfera superior, que você encontra logo no primeiro capítulo (a partir da página 27), em diante:
“Em seguida, tomou a roupagem de luz e afastou-se da paisagem nevoenta, dando a impressão de uma estrela solitária que regressava ao paraíso.
Pouco depois, ei-la que aporta em portentosa esfera, inconfundível em magnificência e grandeza. O espetáculo maravilhoso de suas perspectivas excedia a tudo que pudesse caracterizar a beleza, no sentido humano.
... Três sóis rutilantes despejavam no solo arminhoso oceanos de luz mirífica, em cambiâncias inéditas, como lampadários celestes acesos para edênico festim de gênios imortais. Primorosas construções, engalanadas de flores indescritíveis, tomavam a forma de castelos talhados em filigrana dourada, com irradiações de efeitos policromos.
... Alcione penetrou num templo de majestosas proproções, dominada por pensamentos intraduzíveis. Muito acima da nave radiosa, elevava-se uma torre translúcida, trabalhada em substância sólida e transparente, semelhante ao cristal, de cujo o interior jorravam melodias harmoniosas.
... O santuário augusto era uma vasta colméia de trabalho e oração. ...”
Este mundo maravilhoso descrito por Emmanuel, fica no sistema de SÍRIUS.
Note que o espírito levou pouco tempo para ir da Terra a Sírius que fica a 8,57 anos-luz de distância. No texto esta escrito “Pouco depois, ei-la que aporta em portentosa esfera...”
Atente para o fato que a astronomia diz que Sírius é uma estrela binária, e o livro informa que tem “três sóis rutilantes”.
Veja a seguir algumas informações sobre a estrela SÍRIUS,
Sirius
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
 Imagem fotográfica de Sirius A e B, hubble
Sirius ou Sírio (a CMa / a Canis Majoris / Alpha Canis Majoris) é a estrela mais brilhante no céu noturno , com uma magnitude aparente de -1,46, localizada na constelação de Canis Major . Pode ser vista a partir de qualquer ponto na Terra , sendo que, no hemisfério norte é considerada o vértice do Triângulo Invernal .
"Sirius, maravilhosa estrela de nosso firmamento, possui grande magnitude por causa de distar somente 8,57 anos luz da Terra.
Ela emite 23 vezes mais luz do que o Sol e é 2,4 vezes maior do que ele.
Sirius faz parte da Constelação de Canis Major (O Grande Cão) e faz par com a Constelação de Canis Minor (O Pequeno Cão). Os dois cães pertencem e servem o caçador celeste Orion. Tinha seu brilho em vermelho e tornou-se branco azulado.
Sirius é uma estrela binária. No início de 1844 o astrônomo alemão Friederich Bessel notou que Sirius não se movia no céu de uma forma reta, como as outras estrelas fixas, mas sim seguia um caminho serpenteado. Bessel concluiu que Sirius teria uma companheira invisível cujos efeitos gravitacionais provocavam este comportamento. Foi somente em 1862 que esta companheira, chamada de Sirius B, foi realmente descoberta através de um telescópio e apareceu como um pequeno ponto de luz perto da luminosa Sirius A. Existem teorias ainda não confirmadas que apotam para uma terceira estrela.
A história desta luminosa estrela é bastante singular. No antigo Egito, a estrela Sirius era alvo de uma particular veneração, seu aparecimento no céu coincidia com o momento da cheia do rio Nilo ( aproximadamente 3.000 anos A.C.), no auge do verão, cheia que vinha trazer prosperidade e fertilidade às terras inundadas.
Os astrônomos nos tempo antigos ( 1.500 A .C.) descreviam Sirius como sendo de luz avermelhada, uma luz mais vermelha do que aquela do planeta Marte. Atualmente a sua luz é branca azulada, como pode ser observado a olho nu no hemisfério Norte ao se olhar o céu num determinado período do ano (mês de janeiro).
Sirius é a primeira estrela conhecida com absoluta certeza pelos hieróglifos egípcios, (e as vezes representada por um cão), e aparece nos monumentos e templos ao longo do Rio Nilo. Entre estes existem os Templos da Deusa Hathor, ou Isis Hator, que eram erguidos com orientação para a estrela Sirius. Os Egipcios acreditavam que Sirius detinha o destino de nosso planeta. É para lá que iam as almas dos Faraós e sacerdotes após a morte para "receberem instruções" e ganhar conhecimento. Alguns historiadores pensam que à partir desta estrela chegaram ao Egito os Deuses que ensinaram toda a sua sabedoria a este povo da antiguidade" (Obs:. atenção para o livro "A CAMINHO DA LUZ" ditado pelo espírito de Emmanuel, que afirma que a raça adâmica veio da estrela CAPELA).

Espírito: Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: “Renúncia”
Editora: FEB

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A Transexualidade, Bissexualidade e homossexualismo vista pelo Espiritismo

As múltiplas experiências humanas pela reencarnação e os repetidos contatos com ambos os sexos proporcionam ao espírito as tendências sexuais na feminilidade ou masculinidade e este reencarna com ambas polaridades e se junge, muitas vezes contrariado, aos impositivos da anatomia genital e da educação sexual que acolhe em seu ambiente cultural.
Consoante essas experiências tenderá para qualquer das duas opções e o fará nem sempre de acordo com sua aspiração interior, que poderá ser inverso ao que determina o meio socio-cultural.Emmanuel ensina na obra “Vida e Sexo” que o “Espírito passa por fileira imensa de reencarnações, ora em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas.” ( ) Além disso há vários fatores educacionais que poderiam contribuir para despertar no indivíduo as tendências sepultadas nas profundezas de seu inconsciente espiritual.
E, ainda que desempenhe papéis de acordo com a sua anatomia genital e que seu psiquismo se constitua de acordo com sua opção sexual, poderá ocorrer que se desperte com desejos de ter experiências afetivas com pessoas do mesmo sexo. Tal ocorrência poderá lhe tumultuar a consciência caracterizando, por aquele motivo, um transtorno psíquico-emocional.
A convivência do espírito com o sexo oposto ao que adotou em cada encarnação, bem como aquelas na qual exerceu sua opção sexual, irão plasmar em seu psiquismo as tendências típicas de cada polaridade. Explica Emmanuel, a homossexualidade, também hoje chamada transexualidade, em alguns círculos de ciência, definindo-se, no conjunto de suas características, por tendência da criatura para a comunhão afetiva com uma outra criatura do mesmo sexo, não encontra explicação fundamental nos estudos psicológicos que tratam do assunto em bases materialistas, mas é perfeitamente compreensível, à luz da reencarnação.”( )
Na questão 202 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec indaga aos Espíritos: "Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem, ou no de uma mulher?" "Isso pouco lhe importa” responderam os Benfeitores, “o que o guia na escolha são as provas por que haja de passar"( ) esclareceram os Espíritos. A genética tem tentado encontrar genes que explicariam a homossexualidade como sendo desvio de comportamento sexual. A psiquiatria tenta encontrar enzimas cerebrais que poderiam influenciar no comportamento sexual. Mas a sede real do sexo não se acha no veículo físico, porém na estrutura complexa do espírito. É por esse prisma que devemos encarar as questões relacionadas ao sexo. Dia virá que “a coletividade humana aprenderá, gradativamente, a compreender que os conceitos de normalidade e de anormalidade deixam a desejar quando se trate simplesmente de sinais morfológicos”.
Não podemos confundir homossexualismo com desvio de caráter, até porque os deslizes sexuais de qualquer tendência têm procedências diversas. Suas raízes genésicas podem vir de profundidades íntimas insondáveis. “A própria filogênese( ) do sexo, que começa aparentemente no reino mineral, passando pelo vegetal e ao animal, para depois chegar ao homem, apresenta enorme variação de formas, inclusive a autogênese[geração espontânea] dos vírus e das células e a bissexualidade dos hermafroditas”( ), para alguns pesquisadores justifica o aparecimento de desvios sexuais congênitos.
Com a liberação sexual e a ascensão do feminino na sociedade contemporânea, a tolerância ao homossexualismo aumentou, permitindo que uma grande quantidade de pessoas que viviam no anonimato se expressasse naturalmente. Chico Xavier explica de forma clara o seguinte, “não vejo pessoalmente qualquer motivo para criticas destrutivas e sarcasmos incompreensíveis para com nossos irmãos e irmãs portadores de tendências homossexuais, a nosso ver, claramente iguais as tendências heterossexuais que assinalam a maioria das criaturas humanas. Em minhas noções de dignidade do espírito, não consigo entender porque razão esse ou aquele preconceito social impedirá certo número de pessoas de trabalhar e de serem úteis a vida comunitária, unicamente pelo fato de haverem trazido do berço características psicológicas e fisiológicas diferentes da maioria. (...)Nunca vi mães e pais, conscientes da elevada missão que a Divina Providencia lhes delega, desprezarem um filho porque haja nascido cego ou mutilado. Seria humana e justa nossa conduta em padrões de menosprezo e desconsideração, perante nossos irmãos que nascem com dificuldades psicológicas?”( )
A Doutrina Espírita é libertadora por excelência. Ela não tem o caráter tacanho de impor seus postulados às criaturas, tornando-as infelizes e deprimidas. A energia sexual pede equilíbrio no uso e não abuso ou repressão. O Espiritismo não condena a homossexualidade, contrariamente, recomenda-nos o respeito e fraterna compreensão para com os que têm preferências homoafetivas. Muitas vezes pode até ser alguém tangido pelo apelo permissivo que explode das águas tóxicas do exacerbado erotismo, somados aos diversos incentivadores pseudocientíficos da depravação, que podem estar desestruturando seu sincero projeto de edificação moral, através de uma conduta sexual equilibrada.( ) Por isso mesmo, não pode ser discriminado, nem rejeitado, pois, como admoesta Jesus, "aquele dentre vós que não tiver pecados, que atire a primeira pedra"( )...
Como já vimos com Emmanuel no início desta exposição, não há masculinidade plena, nem plena feminilidade na Terra. Tanto a mulher tem algo de viril, quanto o homem de feminil. Antigamente a educação muito rígida e repressiva contribuía para enquadrar o indivíduo ambisséxuo, em seu sexo natural.
Assumir a homossexualidade não significa mergulhar em um universo de atitudes extremadas e desafiadoras perante seu grupo de relacionamento familiar ou profissional, “mas fazer um profundo exercício de autoaceitação, asserenar-se por dentro a fim de poder reconhecer perante si mesmo e todo seu círculo de amigos e parentes que vive uma situação conflitante. O verdadeiro desafio é a construção interna para superar os desejos. E não estamos aqui referindo-nos exclusivamente a desejo sexual e sim a toda espécie de desejos que comandam a vida das criaturas.” ( )
Emmanuel enfatiza que “O mundo vê, na atualidade, em todos os países, extensas comunidades de irmãos em experiência dessa espécie [homossexual], somando milhões de homens e mulheres, solicitando atenção e respeito, em pé de igualdade devidos às criaturas heterossexuais.”( ) O homossexualismo não deve, pois, ser classificado como uma psicopatia ou comportamento merecedor de discriminação ou medidas repressivas. O homossexual, especialmente o "transexual", merece toda a nossa compreensão e ajuda, para que ele possa vencer sua luta de adaptação ao novo sexo adquirido com o renascimento.
Outra questão extremamente controvertida, para muitos cristãos, é a possibilidade da união estável (casamento) entre duas pessoas do mesmo sexo. Ante a miopia preconceituosa do falso purismo religioso da esmagadora maioria de cristãos supostamente “puros”, isso é uma blasfêmia. Isto torna o tema bastante complexo e, portanto, aberto para discussões. Porém, após refletir bastante sobre o assunto e, sobretudo, tendo como alicerce as opiniões de Chico Xavier, entendemos que a união estável (casamento) entre homossexuais é perfeitamente normal, sim.
Só conseguiremos entender melhor a questão homossexual depois que estivermos livres dos (pré)conceitos que nos acompanham há muitos milênios. Arriscaríamos a afirmar, que a legalização do casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, é um avanço da sociedade, que estará apenas regulamentando o que de fato já existe.
Seria lícito a duas pessoas do mesmo sexo viverem sob o mesmo teto, como marido e mulher?A propósito, vasculhando fontes sobre esta mesma indagação encontramos em Folha Espírita a resposta de Emmanuel “A esta indagação o Codificador da Doutrina Espírita formulou a Questão 695, em O Livro dos Espíritos, com as seguintes palavras: ‘O casamento, quer dizer, a união permanente de dois seres, é contrário a lei natural?’ Os orientadores dos fundamentos da Doutrina Espírita responderam com a seguinte afirmação: ‘É um progresso na marcha da humanidade.’ Os amigos encarnados no plano físico com a tarefa de sustentar e zelar pelo Cristianismo Redivivo, na Doutrina Espírita, estão aptos ao estudo e conclusão do texto em exame.”( ) (grifamos)

Tanto o homossexual como o heterossexual devem buscar a sua reforma interior, não cedendo aos arrastamentos provocados pelos impulsos instintivos e sensuais. O que é ilícito ao hetero, também o é ao homossexual, ambos precisam “distinguir no sexo a sede de energias superiores que o Criador concede à criatura para equilibrar-lhe as atividades, sentindo-se no dever de resguardá-las contra os desvios suscetíveis de corrompê-las. O sexo é uma fonte de bênçãos renovadoras do corpo e da alma”( )
Mister, portanto, reconhecer que ao serem identificadas os pendores homossexuais das pessoas nessa dimensão de prova ou de expiação, é imperioso se lhes oferte o amparo educativo pertinente, nas mesmas condições que se administra instrução à maioria heterossexual da sociedade.
Acreditamos, por fim, que estas idéias poderão levar, a quantos as lerem, a meditar, em definitivo, sobre o assunto , lembrando que o homossexualismo transcende em si mesmo a simples questão da permuta sexual.

( )Xavier, Francisco Cândido. Vida e Sexo, Ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001.
( )______, Francisco Cândido. Vida e Sexo, Ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001.
( )Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. Feb, 2000, perg. 202
( )_______, Francisco Cândido. Vida e Sexo, Ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001.
( ) Filogenia (história evolucionária das espécies) opõe-se à ontogenia (desenvolvimento do indivíduo desde a fecundação até a maturidade para a reprodução.)
( )Disponível em acessado em 21/04/06
( ) Publicada no Jornal Folha Espírita do mês de Março de 1984
( ) A recomendação do Espiritismo para o respeito e a compreensão para com os irmãos que transitam em condições sexuais inversivas (homossexualismo) ocorre em função do sentimento de fraternidade ou caridade que deve presidir o relacionamento humano, mas igualmente pelo fato de que nenhum de nós tem autoridade suficiente para condenar quem quer que seja, pois todos temos dificuldades morais e/ou materiais graves que precisam de educação.
( )João, cap. VIII, vv. 3 a 11
( )Disponível em acessado em 21/04/2006
( ) _______, Francisco Cândido. Vida e Sexo, Ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001.
( ) Publicada no Jornal Folha Espírita do mês de Julho de 1984.
( ) Xavier, Francisco Cândido. Conduta Espírita, Ditado pelo Espírito André Luiz, Rio de Janeiro: Ed FEB, 2001.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Oração para pedir Paz no Lar (Paz Doméstica)


Senhora Santa Ana, vós que fostes escolhidas para trazer ao mundo da Rainha dos Anjos, Maria Santíssima, cocedei-me a graça de ver a paz voltar ao meu lar.
Auxiliai-me, Santa Ana, com o vosso patrocínio.
Em vós confia o meu coração. Vigiai os caminhos que conduzem à minha . Fechai as portas do meu lar aos intrigantes, aos maldizentes, aos invejosos, aos falsos amigos.
Afastai a necessidade, as tristezas, os malentendidos, a desunião. Protegei a todos os que habitam sob este teto, fazendos-os prosperarem no seu trabalho, livrarem-se das tentações do mundo, trilharem sempre o da honestidade e do dever.
Senhora Santa Ana, vós que sempre vivestes em paz e harmonia com o vosso esposo, São Joaquim, atendei a minha prece, concedendo-me a graça de estar em meu lar, em constante harmonia com todos os meus, com todos os que vivem em minha companhia.
Senhora Santa Ana, ouvi o que vos digo: mulher forte, quem a terá por esposa? O seu valor não tem preço. Nela confia o marido. Amam-na os filhos. Obedecem-lhe os criados.
Estimam-na as amigas. Levanta-se à noite e cuida da sua casa. Abre a sua mão aos pobres e estende os braços aos necessitados. Faz os seus . O seu marido será venturoso. As suas palavras serão prudentes e a sabedoria residirá no seu coração.
Senhor Deus, Criador do Céu e da Terra, Vós que vos dignastes de conceder à Senhora Santa Ana a graça de ser genitora da Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, concedei-nos que por, intermédio da esposa de São Joaquim, sintamos o efeito da sua milagrosa intercessão e da sua benção sobre o meu lar. Sinal da Cruz. Assim seja.
(Rezar um Pai Nosso, uma Salve Rainha e três Ave Maria).

Médium - Vigilância e Educação

A mediunidade não é sinal de santificação, nem representa característica divinatória.
È apenas um meio de entrar em contacto com as almas que viveram na Terra
Os médiuns se tornam mais responsáveis do que as demais pessoas, por possuírem a prova da sobrevivência que chega a todos por seu intermédio.
A educação da mediunidade possibilita a pessoa ser feliz pelo bem que pode realizar e pelo prazer de experimentar o bem que se recebe.
Todo indivíduo que, conscientemente ou não, capta a presença de seres espirituais é portador de mediunidade.
Ela surge em qualquer idade, posição social, denominação religiosa ou cepticismo no qual se encontre a pessoa.
Às vezes, quando do aparecimento da mediunidade, surgem distúrbios vários, sejam na área orgânica, através de desequilíbrios e doenças, ou mediante inquietações emocionais e psiquiátricas.
Não é a mediunidade que gera o distúrbio no organismo, mas a ação fluídica dos espíritos que favorece a distonia ou não.
Quando a ação espiritual é salutar, uma aura de paz e de bem estar envolve o médium.
O exercício correto da mediunidade não oferece nenhum perigo a quem quer que seja.
A mediunidade deixada ao abandono pode ser utilizada por entidades perversas ou levianas, que a perturbam, entorpecem ou a tornam um meio de desequilíbrio para o médium e quem o cerca.
Não é o médium, mas sim sua conduta que atrai espíritos bons ou maus.
A mediunidade deve ser exercida com devotamento e modéstia, objetivando a divulgação da verdade.
Não é um compromisso vulgar para exibicionismo barato ou promoção pessoal.
O conforto que proporciona é superior à capacidade de julgamento.
A esperança que faculta é maior que quaisquer palavras.
Os espíritos nobres não se submetem aos caprichos dos médiuns e das pessoas frívolas interessadas em jogos vazios do personalismo perturbador. Estas sintonizam-se com espíritos vulgares e irresponsáveis, que os levam a obsessões sutis a princípio, a caminho de lamentáveis processos irreversíveis e dolorosos.
O mau uso da mediunidade pode entorpecê-la ou até mesmo fazê-la desaparecer.
Educação das forças mediúnicas
Ter atividades na área da caridade ilumina o médium
A oração o fortalece, resguardando das influências prejudiciais, que existem em toda parte, pois dependem da conduta moral dos homens.
Cultivar o silêncio interior e o recolhimento. Eles aguçam as percepções parafísicas.
Vigilância deve se constituir em norma de segurança.
O trato com os espíritos impõe prudência, elevação moral, equilíbrio emocional.
A fé sincera, sem estardalhaço nem afetação, a entrega a Deus, com irrestrita confiança e ao seu guia espiritual contribuem para uma educação mediúnica exemplar.

Os médiuns responsáveis são conhecidos pelos seus silêncios e equilíbrio.
Não têm pressa em ganhar fama, nem dela necessitam.
Trabalham para um ideal que não remunera no mundo material.


Jesus está no Leme

O autor espiritual Emmanuel, na
obra A Caminho da Luz, alerta que
“aproxima-se o momento em que se
efetuará a aferição de todos os valores
terrestres para o ressurgimento
das energias criadoras de um mundo
novo [...]”.4 Em outra parte da
mesma obra, pondera que “numerosas
transformações são aguardadas
e o Espiritismo esclarece os
corações, renovando a personalidade
espiritual das criaturas para
o futuro que se aproxima.
[...]
Então a Terra, como aquele
mundo longínquo da Capela, ver-
-se-á livre das entidades endurecidas
no mal [...]. Ficarão no mundo
os que puderem compreender
a lição do amor e da fraternidade
sob a égide de Jesus, cuja misericórdia
é o verbo de vida e luz, desde
o princípio”.5
Emmanuel também discorre:
“[...] depois da treva surgirá uma
nova aurora. Luzes consoladoras
envolverão todo o orbe regenerado
no batismo do sofrimento. O homem
espiritual estará unido ao
homem físico para a sua marcha
gloriosa no Ilimitado, e o Espiritismo
terá retirado dos seus escombros
materiais a alma divina das
religiões, que os homens perverteram,
ligando-as no abraço acolhedor
do Cristianismo restaurado.
34 448 Reformador • Novembro 2010
Trabalhemos por Jesus, ainda que
a nossa oficina esteja localizada no
deserto das consciências”.6
Já no final da obra Há Dois Mil
Anos, Emmanuel reproduz importante
diálogo que provém do Alto,
o qual está relacionado com a etapa
do ciclo evolutivo em que vivemos:
“Sim! amados meus, porque o dia
chegará no qual todas as mentiras
humanas hão de ser confundidas
pela claridade das revelações do céu.
Um sopro poderoso de verdade e
vida varrerá toda a Terra [...].
[...]
Trabalharemos com amor, na
oficina dos séculos porvindouros,
reorganizaremos todos os elementos
destruídos, examinaremos
detidamente todas as ruínas
buscando o material passível de
novo aproveitamento e, quando
as instituições terrestres reajustarem
a sua vida na fraternidade e
no bem, na paz e na justiça, depois
da seleção natural dos Espíritos
e dentro das convulsões renovadoras
da vida planetária, organizaremos
para o mundo um novo
ciclo evolutivo, consolidando,
com as divinas verdades do Consolador,
os progressos definitivos
do homem espiritual”.7
Sobre esse aspecto, o Espírito Bezerra
de Menezes comenta, em manifestação
psicofônica recente, que
“Jesus está no leme e os seus arquitetos
divinos comandam os movimentos
que lhe produzem alteração
da massa geológica, enquanto se
operam as transformações morais.
[...]
Nos dias atuais, como no passado,
amar é ver Deus em nosso próximo;
meditar é encontrar Deus
em nosso mundo íntimo, a fim de
espargir-se a caridade na direção
de todas as criaturas humanas.
Trabalhar, portanto, o mundo
íntimo, não temer quaisquer ameaças
de natureza calamitosa através
das grandes destruições que fazem
parte do progresso e da renovação,
ou aquelas de dimensão não
menos significativa na intimidade
doméstica, nos conflitos do sentimento,
demonstrando que a luz
do Cristo brilha em nós e conduz-
-nos com segurança.
[...]
Sejam celebradas e vividas a
crença em Deus, na imortalidade,
nas vidas ou existências sucessivas,
fazendo que as criaturas deem-se
as mãos construindo o mundo de
regeneração e de paz pelo qual todos
anelamos...
[...]
Ainda verteremos muito pranto,
ouviremos muitas profecias alarmantes,
mas a Terra sairá desse processo
de transformação mais feliz,
mais depurada, com seus filhos ditosos
rumando para mundo superior
na escalada evolutiva”.8
Em outra manifestação, a mesma
Entidade espiritual esclarece:
“...Estamos agora em um novo
período.
Estes dias assinalam uma data
muito especial, a data da mudança
do mundo de provas e expiações
para o mundo de regeneração.
A grande noite que se abatia
sobre a Terra lentamente deu lugar
ao amanhecer de bênçãos.
[...]
Iniciada a grande transição,
chegaremos ao clímax, e na razão
direta em que o planeta experimenta
as suas mudanças físicas,
geológicas, as mudanças morais
são inadiáveis. Que sejamos nós
aqueles Espíritos-espíritas que demonstremos
a grandeza do amor
de Jesus em nossas vidas”.9
A etapa da transição que ora se
vive, sem dúvida, tem o Mestre
Jesus no leme!

Terra - Transição da Nova Era

Terra, Transição para uma Nova
Era está inserida em um
Planejamento Divino. No
caminho podem ocorrer transes
físicos, espirituais, psíquicos, políticos
e sociais. A Espiritualidade
tem propiciado alertas e orientações
continuadas, mas mantendo
a tônica do apoio e do consolo.
O Codificador inseriu nas obras
básicas mensagens espirituais e fez
comentários preciosos sobre o cumprimento
da Lei do Progresso.
Mensageiros espirituais prosseguem
até nossos dias a nos oferecer
orientações sobre os momentos de
transição que estamos vivendo.
Acompanhemos alguns destaques
de assertivas e esclarecimentos emanados
da Espiritualidade superior.
O Espírito Santo Agostinho, em
O Evangelho segundo o Espiritismo,
comenta que “o progresso é uma
das leis da Natureza. Todos os seres
da Criação, animados e inanimados,
estão submetidos a ele pela
bondade de Deus, que deseja que
tudo se engrandeça e prospere. A
própria destruição, que parece aos
homens o termo das coisas, é apenas
um meio de se chegar, pela transformação,
a um estado mais perfeito,
visto que tudo morre para renascer
e nada sofre o aniquilamento.
Ao mesmo tempo que os seres
vivos progridem moralmente, os
mundos que eles habitam progridem
materialmente.
a Terra esteve material e moralmente
num estado inferior ao em
que hoje se acha, e atingirá, sob
esse duplo aspecto, um grau mais
elevado. Ela chegou a um dos seus
períodos de transformação, em que,
de mundo expiatório, tornar-se-á
mundo regenerador. Os homens,
então, serão felizes na Terra, porque
nela reinará a lei de Deus”.
Allan Kardec, em A Gênese, tece
considerações sobre o tema em
diversos capítulos, sendo oportuna
a transcrição das seguintes afirmações
dos Espíritos:
“O progresso da Humanidade se
efetua, pois, em virtude de uma lei.
Ora, como todas as leis da Natureza
são obra da eterna sabedoria
e da presciência divina, tudo o que é
efeito dessas leis resulta da vontade
de Deus, não de uma vontade acidental
e caprichosa, mas de uma
vontade imutável. Quando, por
conseguinte, a Humanidade está
madura para subir um degrau,
pode-se dizer que os tempos marcados
por Deus são chegados, como
se pode dizer também que, em tal
estação, eles chegam para a maturação
dos frutos e sua colheita.
 A Humanidade tem realizado
incontestáveis progressos. Os homens,
com a sua inteligência, chegaram
a resultados que jamais haviam
alcançado, sob o ponto de vista
das ciências, das artes e do bem-
-estar material.Resta-lhes, ainda,um
imenso progresso a realizar: fazerem
que reinem entre si a caridade, a fraternidade
e a solidariedade, que lhes
assegurem o bem-estar moral.
À agitação dos encarnados e
desencarnados se juntam, por vezes
e mesmo na maioria das vezes,
já que tudo se conjuga, na Natureza,
as perturbações dos elementos
físicos .
É no período que ora se inicia
que o Espiritismo florescerá e dará
frutos. É, pois, para o futuro, mais
que para o presente, que trabalhais;
mas era necessário que esses trabalhos
fossem elaborados previamente,
porque preparam as vias da regenaração.


Outubro 2010 • Reformador 405 31

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A Visão Espiritual sobre o Suícidio

A visão espiritual sobre o suicídio

"A vitória da vida não consiste tanto no ganhar suas batalhas, como em saber sofrer suas derrotas" ( P. C. Vasconcelos Jr. "In" - "Pensamentos").

O suicídio é o resultado do nosso desequilíbrio espiritual. Quando o cidadão perde o controle das suas forças psíquicas, torna-se alvo das trevas, ( dos maus espíritos), e acaba caindo no tremendo calabouço do suicídio. Há pessoas que chegam às portas do suicídio levadas pela ignorância das leis naturais da causa e do efeito. Algumas pessoas cometem o suicídio, quando tangidas por doenças incuráveis ou quando atingem idade avançada. Não querem ser pesadas para as suas famílias e nem passarem por muitos sofrimentos. Essas pessoas não estão bem conscientes do aspecto espiritual de suas ações. Ignorando a Lei Maior da Vida Eterna, acham que podem estancar os achaques da velhice e que também podem interromper os seus sofrimentos, saindo desta existência, pelas portas trágicas do suicídio. Entretanto, meus amigos, ninguém pode exercer o papel de Deus. Ele nos dá a vida, aqui no planeta Terra e sabe, muito bem, o momento de nos transferir para o Plano Maior. Essas pessoas devem saber que o nosso Espírito ao ingressar no corpo mais denso, por si mesmo, escolheu as experiências cármicas para o seu burilamento íntimo. Nestas circunstâncias, durante nossas lutas, nossas provas e expiações, no planeta que nos acolheu, temos que batalhar até o fim, até à última gota de nossas forças. Temos que lutar até o fim, valendo-nos de todos os recursos para nossa sobrevivência. Só mesmo Deus, nosso Criador, pode fixar o momento da nossa partida. Sabemos que todas as vezes que ocorre o suicídio, o Espírito deverá retornar para reaprender aquela experiência interrompida, ou seja, precisará voltar em outra existência e passar de novo pela mesma provação ou algo similar. A provação pode não ser tão extremada como a que experimentou na existência anterior, porque parte dela já foi vivenciada, entretanto, o Espírito precisará resgatar, até o último ceitil, as provas que se lhe antolham e que foram ocasionadas pelo suicídio. As leis da ação e da reação funcionam como um sistema de pesos e medidas. A situação, assim, fica bem mais complicada, porque o suicídio nada resolve, pelo contrário, é circunstância tremendamente agravante. Meus amigos, a morte física não resolve os problemas que se ligam às nossas responsabilidades. Nossos problemas de ordem sentimental, de ordem social ou de quais quer naturezas, por certo, temos que resolvê-los e saná-los, aqui e agora, à luz da mais santa paciência e do trabalho incansável. Não tentemos fugir dos problemas porque eles nos seguem, como a sombra segue o nosso próprio corpo.
Sim, doe-nos o coração, quando, em trabalhos mediúnicos, temos a oportunidade de constatar a situação de penúria e de angústia dos irmãos que se suicidaram. Abre-se uma exceção para os irmãos que cometeram o suicídio tangidos por doenças mentais ou por desequilíbrios bioquímicos. Aludidas pessoas estariam com sua capacidade de decidir comprometida. Então, quando passam para o outro lado, acordam em uma espécie de abrigo onde recebem o auxílio de que precisam para o restabelecimento. Entretanto, não deixam de responder pela gravidade da falta cometida.
E podemos aduzir mais que a natureza de uma Alma a leva a crescer e a aprender. Por isso mesmo, trazemos, para a nossa existência terrena, determinadas situações que precisamos superar ou para as quais precisamos buscar o equilíbrio. Se nos déssemos conta de que, no plano terreno, é normal vivenciarmos algum tipo de sofrimento, seja físico, mental ou emocional e de que o suicídio não eliminaria essa condição, acreditamos que haveria menos casos de pessoas tirando suas próprias existências. Precisamos nos conscientizar sobre o erro do suicídio e sempre acentuar a responsabilidade que temos de viver plenamente, porque a Vida, em síntese, é uma só, e as existências, neste plano-terra, são os degraus que devemos escalar. Se quebrarmos algum degrau, por certo, teremos que descer de novo e reconstruí-lo. A queda, em qualquer circunstância, é sempre mais dolorosa.

Lembremo-nos sempre e procuremos vivenciar, "ab imo corde", os valiosos ensinamentos do Eminente Guerreiro-Filósofo Napoleão Bonaparte, (1769 usque 1821):
"Tão valente é aquele que sofre corajosamente as dores da alma como o que se mantém firme diante da metralha de uma bateria. Entregar-se à dor, sem resistir, matar-se e eximir-se à mesma dor, é abandonar o campo de batalha antes de ter vencido".

Domério de Oliveira
(Jornal Verdade e Luz Nº 165 Outubro de 1999)