sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Oração para pedir Paz no Lar (Paz Doméstica)


Senhora Santa Ana, vós que fostes escolhidas para trazer ao mundo da Rainha dos Anjos, Maria Santíssima, cocedei-me a graça de ver a paz voltar ao meu lar.
Auxiliai-me, Santa Ana, com o vosso patrocínio.
Em vós confia o meu coração. Vigiai os caminhos que conduzem à minha . Fechai as portas do meu lar aos intrigantes, aos maldizentes, aos invejosos, aos falsos amigos.
Afastai a necessidade, as tristezas, os malentendidos, a desunião. Protegei a todos os que habitam sob este teto, fazendos-os prosperarem no seu trabalho, livrarem-se das tentações do mundo, trilharem sempre o da honestidade e do dever.
Senhora Santa Ana, vós que sempre vivestes em paz e harmonia com o vosso esposo, São Joaquim, atendei a minha prece, concedendo-me a graça de estar em meu lar, em constante harmonia com todos os meus, com todos os que vivem em minha companhia.
Senhora Santa Ana, ouvi o que vos digo: mulher forte, quem a terá por esposa? O seu valor não tem preço. Nela confia o marido. Amam-na os filhos. Obedecem-lhe os criados.
Estimam-na as amigas. Levanta-se à noite e cuida da sua casa. Abre a sua mão aos pobres e estende os braços aos necessitados. Faz os seus . O seu marido será venturoso. As suas palavras serão prudentes e a sabedoria residirá no seu coração.
Senhor Deus, Criador do Céu e da Terra, Vós que vos dignastes de conceder à Senhora Santa Ana a graça de ser genitora da Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, concedei-nos que por, intermédio da esposa de São Joaquim, sintamos o efeito da sua milagrosa intercessão e da sua benção sobre o meu lar. Sinal da Cruz. Assim seja.
(Rezar um Pai Nosso, uma Salve Rainha e três Ave Maria).

Médium - Vigilância e Educação

A mediunidade não é sinal de santificação, nem representa característica divinatória.
È apenas um meio de entrar em contacto com as almas que viveram na Terra
Os médiuns se tornam mais responsáveis do que as demais pessoas, por possuírem a prova da sobrevivência que chega a todos por seu intermédio.
A educação da mediunidade possibilita a pessoa ser feliz pelo bem que pode realizar e pelo prazer de experimentar o bem que se recebe.
Todo indivíduo que, conscientemente ou não, capta a presença de seres espirituais é portador de mediunidade.
Ela surge em qualquer idade, posição social, denominação religiosa ou cepticismo no qual se encontre a pessoa.
Às vezes, quando do aparecimento da mediunidade, surgem distúrbios vários, sejam na área orgânica, através de desequilíbrios e doenças, ou mediante inquietações emocionais e psiquiátricas.
Não é a mediunidade que gera o distúrbio no organismo, mas a ação fluídica dos espíritos que favorece a distonia ou não.
Quando a ação espiritual é salutar, uma aura de paz e de bem estar envolve o médium.
O exercício correto da mediunidade não oferece nenhum perigo a quem quer que seja.
A mediunidade deixada ao abandono pode ser utilizada por entidades perversas ou levianas, que a perturbam, entorpecem ou a tornam um meio de desequilíbrio para o médium e quem o cerca.
Não é o médium, mas sim sua conduta que atrai espíritos bons ou maus.
A mediunidade deve ser exercida com devotamento e modéstia, objetivando a divulgação da verdade.
Não é um compromisso vulgar para exibicionismo barato ou promoção pessoal.
O conforto que proporciona é superior à capacidade de julgamento.
A esperança que faculta é maior que quaisquer palavras.
Os espíritos nobres não se submetem aos caprichos dos médiuns e das pessoas frívolas interessadas em jogos vazios do personalismo perturbador. Estas sintonizam-se com espíritos vulgares e irresponsáveis, que os levam a obsessões sutis a princípio, a caminho de lamentáveis processos irreversíveis e dolorosos.
O mau uso da mediunidade pode entorpecê-la ou até mesmo fazê-la desaparecer.
Educação das forças mediúnicas
Ter atividades na área da caridade ilumina o médium
A oração o fortalece, resguardando das influências prejudiciais, que existem em toda parte, pois dependem da conduta moral dos homens.
Cultivar o silêncio interior e o recolhimento. Eles aguçam as percepções parafísicas.
Vigilância deve se constituir em norma de segurança.
O trato com os espíritos impõe prudência, elevação moral, equilíbrio emocional.
A fé sincera, sem estardalhaço nem afetação, a entrega a Deus, com irrestrita confiança e ao seu guia espiritual contribuem para uma educação mediúnica exemplar.

Os médiuns responsáveis são conhecidos pelos seus silêncios e equilíbrio.
Não têm pressa em ganhar fama, nem dela necessitam.
Trabalham para um ideal que não remunera no mundo material.


Jesus está no Leme

O autor espiritual Emmanuel, na
obra A Caminho da Luz, alerta que
“aproxima-se o momento em que se
efetuará a aferição de todos os valores
terrestres para o ressurgimento
das energias criadoras de um mundo
novo [...]”.4 Em outra parte da
mesma obra, pondera que “numerosas
transformações são aguardadas
e o Espiritismo esclarece os
corações, renovando a personalidade
espiritual das criaturas para
o futuro que se aproxima.
[...]
Então a Terra, como aquele
mundo longínquo da Capela, ver-
-se-á livre das entidades endurecidas
no mal [...]. Ficarão no mundo
os que puderem compreender
a lição do amor e da fraternidade
sob a égide de Jesus, cuja misericórdia
é o verbo de vida e luz, desde
o princípio”.5
Emmanuel também discorre:
“[...] depois da treva surgirá uma
nova aurora. Luzes consoladoras
envolverão todo o orbe regenerado
no batismo do sofrimento. O homem
espiritual estará unido ao
homem físico para a sua marcha
gloriosa no Ilimitado, e o Espiritismo
terá retirado dos seus escombros
materiais a alma divina das
religiões, que os homens perverteram,
ligando-as no abraço acolhedor
do Cristianismo restaurado.
34 448 Reformador • Novembro 2010
Trabalhemos por Jesus, ainda que
a nossa oficina esteja localizada no
deserto das consciências”.6
Já no final da obra Há Dois Mil
Anos, Emmanuel reproduz importante
diálogo que provém do Alto,
o qual está relacionado com a etapa
do ciclo evolutivo em que vivemos:
“Sim! amados meus, porque o dia
chegará no qual todas as mentiras
humanas hão de ser confundidas
pela claridade das revelações do céu.
Um sopro poderoso de verdade e
vida varrerá toda a Terra [...].
[...]
Trabalharemos com amor, na
oficina dos séculos porvindouros,
reorganizaremos todos os elementos
destruídos, examinaremos
detidamente todas as ruínas
buscando o material passível de
novo aproveitamento e, quando
as instituições terrestres reajustarem
a sua vida na fraternidade e
no bem, na paz e na justiça, depois
da seleção natural dos Espíritos
e dentro das convulsões renovadoras
da vida planetária, organizaremos
para o mundo um novo
ciclo evolutivo, consolidando,
com as divinas verdades do Consolador,
os progressos definitivos
do homem espiritual”.7
Sobre esse aspecto, o Espírito Bezerra
de Menezes comenta, em manifestação
psicofônica recente, que
“Jesus está no leme e os seus arquitetos
divinos comandam os movimentos
que lhe produzem alteração
da massa geológica, enquanto se
operam as transformações morais.
[...]
Nos dias atuais, como no passado,
amar é ver Deus em nosso próximo;
meditar é encontrar Deus
em nosso mundo íntimo, a fim de
espargir-se a caridade na direção
de todas as criaturas humanas.
Trabalhar, portanto, o mundo
íntimo, não temer quaisquer ameaças
de natureza calamitosa através
das grandes destruições que fazem
parte do progresso e da renovação,
ou aquelas de dimensão não
menos significativa na intimidade
doméstica, nos conflitos do sentimento,
demonstrando que a luz
do Cristo brilha em nós e conduz-
-nos com segurança.
[...]
Sejam celebradas e vividas a
crença em Deus, na imortalidade,
nas vidas ou existências sucessivas,
fazendo que as criaturas deem-se
as mãos construindo o mundo de
regeneração e de paz pelo qual todos
anelamos...
[...]
Ainda verteremos muito pranto,
ouviremos muitas profecias alarmantes,
mas a Terra sairá desse processo
de transformação mais feliz,
mais depurada, com seus filhos ditosos
rumando para mundo superior
na escalada evolutiva”.8
Em outra manifestação, a mesma
Entidade espiritual esclarece:
“...Estamos agora em um novo
período.
Estes dias assinalam uma data
muito especial, a data da mudança
do mundo de provas e expiações
para o mundo de regeneração.
A grande noite que se abatia
sobre a Terra lentamente deu lugar
ao amanhecer de bênçãos.
[...]
Iniciada a grande transição,
chegaremos ao clímax, e na razão
direta em que o planeta experimenta
as suas mudanças físicas,
geológicas, as mudanças morais
são inadiáveis. Que sejamos nós
aqueles Espíritos-espíritas que demonstremos
a grandeza do amor
de Jesus em nossas vidas”.9
A etapa da transição que ora se
vive, sem dúvida, tem o Mestre
Jesus no leme!

Terra - Transição da Nova Era

Terra, Transição para uma Nova
Era está inserida em um
Planejamento Divino. No
caminho podem ocorrer transes
físicos, espirituais, psíquicos, políticos
e sociais. A Espiritualidade
tem propiciado alertas e orientações
continuadas, mas mantendo
a tônica do apoio e do consolo.
O Codificador inseriu nas obras
básicas mensagens espirituais e fez
comentários preciosos sobre o cumprimento
da Lei do Progresso.
Mensageiros espirituais prosseguem
até nossos dias a nos oferecer
orientações sobre os momentos de
transição que estamos vivendo.
Acompanhemos alguns destaques
de assertivas e esclarecimentos emanados
da Espiritualidade superior.
O Espírito Santo Agostinho, em
O Evangelho segundo o Espiritismo,
comenta que “o progresso é uma
das leis da Natureza. Todos os seres
da Criação, animados e inanimados,
estão submetidos a ele pela
bondade de Deus, que deseja que
tudo se engrandeça e prospere. A
própria destruição, que parece aos
homens o termo das coisas, é apenas
um meio de se chegar, pela transformação,
a um estado mais perfeito,
visto que tudo morre para renascer
e nada sofre o aniquilamento.
Ao mesmo tempo que os seres
vivos progridem moralmente, os
mundos que eles habitam progridem
materialmente.
a Terra esteve material e moralmente
num estado inferior ao em
que hoje se acha, e atingirá, sob
esse duplo aspecto, um grau mais
elevado. Ela chegou a um dos seus
períodos de transformação, em que,
de mundo expiatório, tornar-se-á
mundo regenerador. Os homens,
então, serão felizes na Terra, porque
nela reinará a lei de Deus”.
Allan Kardec, em A Gênese, tece
considerações sobre o tema em
diversos capítulos, sendo oportuna
a transcrição das seguintes afirmações
dos Espíritos:
“O progresso da Humanidade se
efetua, pois, em virtude de uma lei.
Ora, como todas as leis da Natureza
são obra da eterna sabedoria
e da presciência divina, tudo o que é
efeito dessas leis resulta da vontade
de Deus, não de uma vontade acidental
e caprichosa, mas de uma
vontade imutável. Quando, por
conseguinte, a Humanidade está
madura para subir um degrau,
pode-se dizer que os tempos marcados
por Deus são chegados, como
se pode dizer também que, em tal
estação, eles chegam para a maturação
dos frutos e sua colheita.
 A Humanidade tem realizado
incontestáveis progressos. Os homens,
com a sua inteligência, chegaram
a resultados que jamais haviam
alcançado, sob o ponto de vista
das ciências, das artes e do bem-
-estar material.Resta-lhes, ainda,um
imenso progresso a realizar: fazerem
que reinem entre si a caridade, a fraternidade
e a solidariedade, que lhes
assegurem o bem-estar moral.
À agitação dos encarnados e
desencarnados se juntam, por vezes
e mesmo na maioria das vezes,
já que tudo se conjuga, na Natureza,
as perturbações dos elementos
físicos .
É no período que ora se inicia
que o Espiritismo florescerá e dará
frutos. É, pois, para o futuro, mais
que para o presente, que trabalhais;
mas era necessário que esses trabalhos
fossem elaborados previamente,
porque preparam as vias da regenaração.


Outubro 2010 • Reformador 405 31

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

A Visão Espiritual sobre o Suícidio

A visão espiritual sobre o suicídio

"A vitória da vida não consiste tanto no ganhar suas batalhas, como em saber sofrer suas derrotas" ( P. C. Vasconcelos Jr. "In" - "Pensamentos").

O suicídio é o resultado do nosso desequilíbrio espiritual. Quando o cidadão perde o controle das suas forças psíquicas, torna-se alvo das trevas, ( dos maus espíritos), e acaba caindo no tremendo calabouço do suicídio. Há pessoas que chegam às portas do suicídio levadas pela ignorância das leis naturais da causa e do efeito. Algumas pessoas cometem o suicídio, quando tangidas por doenças incuráveis ou quando atingem idade avançada. Não querem ser pesadas para as suas famílias e nem passarem por muitos sofrimentos. Essas pessoas não estão bem conscientes do aspecto espiritual de suas ações. Ignorando a Lei Maior da Vida Eterna, acham que podem estancar os achaques da velhice e que também podem interromper os seus sofrimentos, saindo desta existência, pelas portas trágicas do suicídio. Entretanto, meus amigos, ninguém pode exercer o papel de Deus. Ele nos dá a vida, aqui no planeta Terra e sabe, muito bem, o momento de nos transferir para o Plano Maior. Essas pessoas devem saber que o nosso Espírito ao ingressar no corpo mais denso, por si mesmo, escolheu as experiências cármicas para o seu burilamento íntimo. Nestas circunstâncias, durante nossas lutas, nossas provas e expiações, no planeta que nos acolheu, temos que batalhar até o fim, até à última gota de nossas forças. Temos que lutar até o fim, valendo-nos de todos os recursos para nossa sobrevivência. Só mesmo Deus, nosso Criador, pode fixar o momento da nossa partida. Sabemos que todas as vezes que ocorre o suicídio, o Espírito deverá retornar para reaprender aquela experiência interrompida, ou seja, precisará voltar em outra existência e passar de novo pela mesma provação ou algo similar. A provação pode não ser tão extremada como a que experimentou na existência anterior, porque parte dela já foi vivenciada, entretanto, o Espírito precisará resgatar, até o último ceitil, as provas que se lhe antolham e que foram ocasionadas pelo suicídio. As leis da ação e da reação funcionam como um sistema de pesos e medidas. A situação, assim, fica bem mais complicada, porque o suicídio nada resolve, pelo contrário, é circunstância tremendamente agravante. Meus amigos, a morte física não resolve os problemas que se ligam às nossas responsabilidades. Nossos problemas de ordem sentimental, de ordem social ou de quais quer naturezas, por certo, temos que resolvê-los e saná-los, aqui e agora, à luz da mais santa paciência e do trabalho incansável. Não tentemos fugir dos problemas porque eles nos seguem, como a sombra segue o nosso próprio corpo.
Sim, doe-nos o coração, quando, em trabalhos mediúnicos, temos a oportunidade de constatar a situação de penúria e de angústia dos irmãos que se suicidaram. Abre-se uma exceção para os irmãos que cometeram o suicídio tangidos por doenças mentais ou por desequilíbrios bioquímicos. Aludidas pessoas estariam com sua capacidade de decidir comprometida. Então, quando passam para o outro lado, acordam em uma espécie de abrigo onde recebem o auxílio de que precisam para o restabelecimento. Entretanto, não deixam de responder pela gravidade da falta cometida.
E podemos aduzir mais que a natureza de uma Alma a leva a crescer e a aprender. Por isso mesmo, trazemos, para a nossa existência terrena, determinadas situações que precisamos superar ou para as quais precisamos buscar o equilíbrio. Se nos déssemos conta de que, no plano terreno, é normal vivenciarmos algum tipo de sofrimento, seja físico, mental ou emocional e de que o suicídio não eliminaria essa condição, acreditamos que haveria menos casos de pessoas tirando suas próprias existências. Precisamos nos conscientizar sobre o erro do suicídio e sempre acentuar a responsabilidade que temos de viver plenamente, porque a Vida, em síntese, é uma só, e as existências, neste plano-terra, são os degraus que devemos escalar. Se quebrarmos algum degrau, por certo, teremos que descer de novo e reconstruí-lo. A queda, em qualquer circunstância, é sempre mais dolorosa.

Lembremo-nos sempre e procuremos vivenciar, "ab imo corde", os valiosos ensinamentos do Eminente Guerreiro-Filósofo Napoleão Bonaparte, (1769 usque 1821):
"Tão valente é aquele que sofre corajosamente as dores da alma como o que se mantém firme diante da metralha de uma bateria. Entregar-se à dor, sem resistir, matar-se e eximir-se à mesma dor, é abandonar o campo de batalha antes de ter vencido".

Domério de Oliveira
(Jornal Verdade e Luz Nº 165 Outubro de 1999)


Como Funcionam os Grupos Espíritas Kardecistas

No Espiritismo não Existe:

* Milagres
* Adoração a ídolos, santos ou deuses
* Batismo
* Sacerdotismo como: padre, pastor, ancião, bispo, papa, mãe de santo ou pai de santo
* Ritualismo
* Feitiço
* Magia
* Talismãs, roupas especiais,
* Pontos de encantamentos
* Jejuns e retiros espirituais
* Oráculos, advinhações.

No Espiritismo Estudamos:

* O evangelho
* A Bíblia
* Os Livros da doutrina espírita
* Praticamos a caridade
* Invés de jejum, praticamos a caridade para fortalecermos nosso espírito
* Somos cristãos porque acreditamos nos Ensinamentos deixado por Jesus Cristo e buscamos seguir com o entendimento e coração.
* Somos evangélicos porque lemos e estudamos o evangelho no qual contem os ensinamentos deixados por Jesus.
O espiritismo liberta e não aprisiona no medo, na fé cega. Ele esclarece as mais difíceis dúvidas.

De que trata o Espiritismo?
O Espiritismo responde às questões fundamentais de nossa vida, como estas:

Quem é você?
Antes de nascer, o que você era?
Depois da morte, o que você será?
Por que você está neste mundo?
Por que umas pessoas sofrem mais que outras?
Porque alguns nascem ricos e outros pobres?
Por que alguns cegos, aleijados, débeis mentais, etc., enquanto outros nascem inteligentes e saudáveis?
Por que Deus permitiria tamanha desigualdade entre seus filhos? Por que há tanta desgraça no mundo e a tristeza supera a alegria?
De três pessoas que viajam num veículo por exemplo após pavoroso desastre, uma perde a vida, outra fica gravemente ferida e a terceira escapa sem ferimentos. Por que sortes tão diferentes? Onde está nisso a Justiça de Deus?
Por que uns, que são maus, sofrem menos que outros, que são bons?

Perguntas como estas a Doutrina Espírita responde, porque tais são as perguntas que todos fazemos para nós mesmos, ao contemplarmos tanta desigualdade e tantos destinos diferentes na vida atribulada de nosso planeta.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Obsessão Sexual - Uma Porta para a Loucura

Introdução
     Costuma-se dizer que a linha que separa a lucidez da loucura é muito tênue. Que acossado por sentimentos avassaladores, qualquer um adquire velocidade descomunal e a ultrapassa permanecendo durante alguns minutos sem a posse da razão. Quando volta à normalidade, pode trazer pesada carga de arrependimento e de remorso.
     É assim que assassinatos são cometidos, roubos e furtos praticados, que se lança ao monturo a boa reputação, as amizades, as oportunidades,os esforços de uma encarnação inteira.
     O desejo sexual, que desgovernado pode levar à loucura, deve ser objeto de demorada análise e de redobrados cuidados na sua utilização. Força a ser domada, quando inculta, pode ser responsável por ferimentos profundos, pois profundas são as feridas na alma.
      Atingindo a intimidade do ser não afeito a disciplina, aturde-lhe os sentimentos, formando um quadro patológico gerado pela ausência da afetividade, do compromisso e do respeito pelo outro.
     Entre os vampiros que perseguem os encarnado terrenos, muitos são viciados ou enlouquecidos pelo sexo desregrado. Buscam em motéis, onde se hospedam, u em qualquer lugar onde o sexo é exercido em as devidas reservas morais de seus praticantes, vítimas para delas extrair energias vitais, compartilhando com elas do ato, e a elas se acoplando, dividindo emoções e energias.
     Por trás de uma compulsa sexual há quase sempre um ou mais indutores, que não se satisfazem com uma aventura esporádica. Querem repetência, variedade, degenerescência, dominação, humilhação, permanência no clímax do orgasmo, que acaba por enlouquecê-los.
     Como muitos deles são hábeis hipnotizadores, conseguem dominar mentes frágeis com suas induções e fazê-las transgredir as leis naturais que devem orientar o exercício  no que se fragilizam e se sexual saudável, empurrando-as para os excessos de toda ordem, no que se fragilizam e se tornam escravas de seus desejos.
     O ato sexual, sob a gerência do amor, é uma afável troca de energias indutoras de calma e bem-estar. Ao final dele só restará algo de benéfico e de produtivo, sereno e belo, sob esta supervisão. Ao contrário, será apenas um ato mecânico, do qual pouco ficou de concreto para guardar ou recuperar.
     Explico melhor através de um exemplo. Certa feita um velho amigo professor ficou desempregado e veio até a casa do meu vizinho, também professor, pedir ajuda. Meu vizinho o atendeu gentilmente e lhe disse: - Amigo, tudo quanto tenho é esta quantia. É sua. Se quando estiver bem, quiser devolvê-la a aceitarei. Se não quiser pagar é sua da mesma maneira.
     Meu vizinho jamais se arrependeu de tê-lo ajudado e sempre eu relembra este fato, revive a mesma alegria, recuperável, daquele momento.
     O ato sexual é diferente. Seu prazer é irrecuperável diante das recordações. É fugaz, rápido, restando dele, se tiver sido orientado pelo amor, a boa lembrança, não o clímax do orgasmo.
     Por isso os vampiros, querendo eternizar esse momento, enlouquecem, pois jamais conseguem. O cérebro é como um instrumento de uma orquestra. Com apenas sete notas musicais pode tocar milhões de melodias, pois foi feito para diversidade, e quando tentam reduzi-lo à unidade, ou seja, a abrigar uma única idéia, ele adoece.
     O atormentado pelo sexo tem sempre uma exagerada exigência de desejos e de fantasias sexuais que o impedem de controlar seus impulsos e sentimentos. Ao tentar assumir, sem sucesso, o controle de sua libido, é tomado por ansiedade ou depressão, fragilizando-se pela impotência em gerir sua vontade.
     Ocorre que o Espírito tem caminhos diversos nos quais seus valores são construídos e aferidos, sendo um caso patológico situar-se ou paralisar-se em apenas uma viela, a desaguar na loucura ou na obsessão.
     Quando o relacionamento sexual é embasado apenas no ato mecânico que gera o prazer fugaz, sem envolvimento afetivo e sem respeito ao parceiro, forma um plugue no qual os vampiros facilmente se acoplam. Ligando-se ao chacra coronário, responsável pela vitalidade das células do pensamento, nele penetram através de ligação clandestina, semelhante a que determinados indivíduos fazem para roubar energia da rede elétrica, passando a sentir as mesmas sensações que parasitado experimenta.
     Com a hospedagem do invasor mental sempre haverá dreno de energia a seu favor, pois estará formado um campo ectoplásmico entre ambos no qual a energia se deslocará com grande facilidade, como que sugada pela mente que dirige o processo.
     O homem ou mulher com compulsão sexual, sempre que emite seu pensamento carregado de prazeres vulgares lança no ar um chamado para vampiros sexuais. O procedimento é semelhante ao de uma cadela no cio que espalha um cheiro peculiar, cujo aviso pode ser interpretado pelos maços como: sexo à vista! Esse odor é detectado a longas distâncias atraindo parceiros que encontram quem o emitiu, de maneira certeira.
     A única maneira de afastar visitante inoportunos na vivência sexual é praticá-la sob a orientação do amor. Assim o lar estará protegido pela armadura fluídica que os sentimentos dos amantes constroem ao externá-los. Que o sexo seja utilizado como porta para reencarnações, troca de energias que acalmam corpos e Espíritos, suporte da afetividade, liga para construção se sonhos familiares, enfim, para unir e fortalecer o casal, mas que seja presidido pelo amor. Fora dele pode até parecer prazeroso, mas acabará enredado no tédio quando não na obsessão.
     Este livro traz a história de Isabelle, jovem reencarnada no Ceará, que aos vinte anos de idade já é vítima de severa obsessão sexual. Dona de um bordel na França no século XIX, época em que Kardec lançava a primeira edição de O Livro dos Espíritos, fez inúmeros inimigos ao escravizar adolescentes e jovens mulheres obrigando-as ao exercício sexual, com o objetivo de acumular riquezas.
Sem escrúpulos, adotava ou comprava meninas, enganando os pais ao dizer que suas filhas seriam bem tratadas em sua casa; a outras aliciava com promessas de riquezas e a terceiras induzia descrevendo uma vida fácil e cheia de prazeres a serem vividos em sua companhia. Todavia o que as aguardavam era a escravidão sexual, o aborto, a agressão praticada por sádicos e loucos que se satisfaziam com a dor e a humilhação de suas vítimas.
Como tudo era feito para obtenção de posses materiais e de poder, acabou por gerar profunda dor em corações dilacerados, pois os abortos freqüentes, as mortes prematuras por hemorragias e por doenças venéreas, a desonra das famílias que tinham suas filhas prostituídas ainda meninas, levaram luto e revolta a muitos espíritos.
O desespero que acometia as mulheres abandonadas e sem recursos, logo que adoeciam; o ódio dos espíritos que não lograram encarnar devido aos abortos; a loucura que se entranhou nos encarnados que ali adquiriram o hábito de praticar o sexo animalesco; a quantidade enorme de vampiros sexuais que aos poucos se avolumou ao redor do bordel nos trinta anos de comércio carnal e a sede de vingança das mulheres que se sentiam prejudicadas, a encontraram depois do desencarne.
Paralelamente, as lágrimas das doentes de sífilis, mulheres honestas que se viram enfermas através dos desvios dos seus maridos, também a atingiram. As crianças sem pais, as enfermas sem assistência médica, a tristeza e a lágrima de quantos tiveram a infelicidade de um encontro com ela marcaram severamente seu rosto com profunda tristeza.
O pai desencarnado de Rose, personagem central desse drama iniciado na França, em sua primeira comunicação mediúnica disse-nos que o atendimento a ser ministrado a ela, tornar-se-ia possível graças à bondade de uma missionária chamada Joana de Angelis. Que a seu pedido, algumas freiras nos auxiliariam no processo desobsessivo, já iniciado com sua aprovação e participação.
A história começa com Isabelle, antiga Rose, tentando desesperadamente explicar ao dirigente mediúnico que não está louca. O desenrolar do drama se segue nas páginas seguintes.

(Livro de Luiz Gonzaga Pinheiro)