DESGOSTO
Qualquer contratempo aborrece.
No entanto, sem desgosto, a conquista de experiência é impraticável...
OBSTÁCULO
Todo empeço atrapalha.
Sem obstáculo, porém, nenhum de nós consegue efetuar a superação das próprias deficiências.
DECEPÇÃO.
Qualquer desilusão incomoda.
Todavia, sem decepção, não chegamos a discernir o certo do errado.
ENFERMIDADE
Toda doença embaraça.
Sem a enfermidade, entretanto, é muito difícil consolidar a preservação consciente da própria saúde.
TENTAÇÃO
Qualquer desafio conturba.
Mas, sem tentação, nunca se mede a própria resistência.
PREJUÍZO
Todo o golpe fere.
Sem prejuízo, porém, é quase impossível construir segurança nas relações uns com os outros.
INGRATIDÃO
Qualquer insulto à confiança estraga a vida espiritual.
No entanto, sem o concurso da ingratidão que nos visite, não saberemos formular equações verdadeiras nas contas de nosso tesouro afetivo.
DESENCARNAÇÃO
Toda morte traz dor.
Sem a desencarnação, porém, não atingiríamos a renovação precisa, largando processos menos felizes de vivência ou livrando-nos da caducidade no terreno das formas.
Compreendamos, à face disso, que não podemos louvar as dificuldades que nos rodeiam, mas é imperioso reconhecer que, sem elas, eternizaríamos paixões, enganos, desequilíbrios e desacertos, motivo pelo qual será justo interpretá-las por chaves libertadoras, que funcionam em nosso espírito, a fim de que nosso espírito se mude para o que deve ser, mudando em si e fora de si tudo aquilo que lhe compete mudar.
(Do livro "Paz e Renovação", pelo Espírito André Luiz, Francisco C. Xavier)
O espiritismo nos explica de onde viemos, para onde vamos e o que viemos fazer aqui. Não desanime, para vencer em qualquer seguimento devemos sempre persistir e nunca desistir, só assim seremos vitoriosos. "Muita Paz".
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Nova Tática dos Adversários do Espiritismo

( O texto foi escrito em 1865, Mas é espantosamente atual
para reflexão de todos os espíritas).
Jamais uma doutrina filosófica dos tempos modernos causou tanta emoção quanto o Espiritismo e nenhuma foi atacada com tamanha obstinação. É prova evidente de que lhe reconhecem mais vitalidade e raízes mais profundas que nas outras, já que não se toma de uma picareta para arrancar um pé de erva. Longe de se apavorarem, os espíritas devem regozijar-se com isto, pois prova a importância e a verdade da Doutrina. (...)
Vide, na história do mundo, se uma única idéia grande e verdadeira deixou de triunfar, o que quer que tenham feito para entravá-la. (...)
Entretanto, a luta está longe de terminar; ao contrário, é de esperar que tome maiores proporções e um outro caráter. Seria por demais prodigioso e incompatível com o estado atual da Humanidade que uma doutrina, que traz em si o germe de toda uma renovação, se estabelecesse pacificamente em alguns anos.
Ainda uma vez, não nos lamentemos; quanto mais rude for a luta, mais estrondoso será o triunfo. (...)
Já tentaram muitas vezes, e o farão ainda, comprometer a Doutrina, impelindo-a por uma via perigosa ou ridícula, para a desacreditar. Hoje é semeando a divisão de modo sub-reptício, lançando o pomo de discórdia, na expectativa de fazer germinar a dúvida e a incerteza nos espíritos, provocar o desânimo, verdadeiro ou simulado e levar a perturbação moral entre os adeptos. Mas não são adversários confessos que assim agiriam. O Espiritismo, cujos princípios têm tantos pontos de semelhança com os do Cristianismo, também deve ter os seus Judas, para que tenha a glória de sair triunfando dessa nova prova. (...)
Nosso dever é premunir os espíritas sinceros contra as armadilhas que lhes são estendidas. Quanto aos que nos abandonaram, para os quais esses princípios eram muito rigorosos, neste como em vários outros pontos, é que sua simpatia era superficial e não do fundo do coração, não havendo nenhuma razão para nos prendermos a eles. Temos que nos ocupar com coisas mais importantes que a sua boa ou má vontade a nosso respeito. (...)
Quem quer que ponha o seu ponto de vista fora da estreita esfera do presente não é mais perturbado pelas mesquinhas intrigas que se agitam à sua volta. É o que nos esforçamos para fazer, e é o que aconselhamos aos que querem ter a paz da alma neste mundo. (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. II, n. 5.)
Como todas as idéias novas, a idéia espírita não podia deixar de ser explorada por gente que, não tendo alcançado êxito em nada por má conduta ou por incapacidade, estão à espreita do que é novo, na esperança de aí encontrar uma mina mais produtiva e mais fácil; se o sucesso não corresponde à sua expectativa, não o atribuem a si mesmos, mas à coisa, que declaram má. Tais pessoas só têm de espíritas o nome. Melhor do que ninguém, pudemos ver essa manobra, tendo sido muitas vezes o alvo dessas explorações, às quais não quisemos dar a mão, o que não nos valeu amigos.
(...) O Espiritismo, repetimos, ainda tem de passar por rudes provas e é aí que Deus reconhecerá seus verdadeiros servidores, por sua coragem, firmeza e perseverança. Os que se deixarem abalar pelo medo ou por uma decepção são como esses soldados, que só têm coragem nos tempos de paz e recuam ao primeiro tiro. Entretanto, a maior prova não será a perseguição, mas o conflito das idéias que será suscitado, com cujo auxílio esperam romper a falange dos adeptos e a imponente unidade que se faz na Doutrina.
Esse conflito, embora provocado com má intenção, venha dos homens ou dos maus Espíritos, é, contudo, necessário e, ainda que causasse uma perturbação momentânea em algumas consciências fracas, terá por resultado definitivo a consolidação da unidade. Como em todas as coisas, não se deve julgar os pontos isolados, mas ver o conjunto. É útil que todas as idéias, mesmo as mais contraditórias e as mais excêntricas, venham à luz; provoquem o exame e o julgamento, e, se forem falsas, o bom senso lhes fará justiça. (...)
(...) Os impacientes, que não sabem esperar o momento propício, comprometem a colheita como comprometem a sorte das batalhas.
Entre os impacientes, sem dúvida alguns há de muito boa-fé e que gostariam que as coisas andassem ainda mais depressa; assemelham-se a essas criaturas que julgam adiantar o tempo adiantando o relógio.(...)
(...) O Espiritismo marcha em meio a adversários numerosos que, não o tendo podido tomar à força, tentam tomá-lo pela astúcia; insinuam-se por toda parte, sob todas as máscaras e até nas reuniões íntimas, na esperança de aí surpreender um fato ou uma palavra que muitas vezes terão provocado, e que esperam explorar em seu proveito. Comprometer o Espiritismo e torná-lo ridículo, tal é a tática, com o auxílio da qual esperam desacreditá-lo a princípio, para mais tarde terem um pretexto para mandar interditar, se possível, o seu exercício público. É a armadilha contra a qual devemos nos precaver, porque é estendida de todos os lados, e na qual, sem o querer, são apanhados os que se deixam levar pelas sugestões dos Espíritos enganadores e mistificadores.
O meio de frustrar essas maquinações é seguir o mais exatamente possível a linha de conduta traçada pela Doutrina; sua moral, que é a sua parte essencial, é inatacável, não dá ensejo a nenhuma crítica fundada e a agressão se torna mais odiosa. Achar os espíritas em falta e em contradição com seus princípios seria uma boa sorte para os seus adversários; assim, vede como se empenham em acusar o Espiritismo de todas as aberrações e de todas as excentricidades pelas quais não poderia ser responsável. A Doutrina não é ambígua em nenhuma de suas partes; é clara, precisa, categórica nos mínimos detalhes; só a ignorância e a má-fé podem enganar-se sobre o que ela aprova ou condena. É, pois, um dever de todos os espíritas sinceros e devotados repudiar e desaprovar abertamente, em seu nome, os abusos de todo gênero que pudessem comprometê-la, a fim de não lhes assumir a responsabilidade. Pactuar com os abusos seria acumpliciar-se com eles e fornecer armas aos adversários.
Os períodos de transição são sempre difíceis de passar. O Espiritismo está nesse período; atravessa-o com tanto menos dificuldade quanto mais os seus adeptos forem prudentes. Estamos em guerra; lá está o inimigo a espiar, prestes a explorar o menor passo em falso em seu proveito, e disposto a meter o pé na lama, se o puder.
Contudo, não nos apressemos em lançar pedras e suspeições com muita leviandade, sobre aparências que poderiam ser enganosas; a caridade, aliás, faz da moderação um dever, mesmo para os que estão contra nós. A sinceridade, todavia, mesmo em seus erros, tem atitudes de franqueza com as quais não é possível equivocar-se, e que a falsidade jamais simulará completamente, porquanto, mais cedo ou mais tarde, deixa cair a máscara. Deus e os bons Espíritos permitem que ela se traia por seus próprios atos. Se uma dúvida atravessa o Espírito, deve ser apenas um motivo para se guardar reserva, o que pode ser feito sem faltar às conveniências.
(Fonte: KARDEC, Allan. Revista Espírita, junho de 1865, ed. Feb, p. 254-260, Nova tática dos adversários do Espiritismo, Allan Kardec.)
sábado, 9 de outubro de 2010
Nas Asas do Tempo
Faze de cada hora - um poema de amor...
Renúncia vazia - terra seca.Oração sem serviço - candeia apagada.
Alegria sem trabalho - flor sem proveito.
Cultura sem caridade - árvore estéril.
Sermão sem exemplo - trovoada sem chuva.
Tribuna sem suor - esquife sonoro.
Inteligência trancada - luz no deserto.
Vida sem ação - enterro lento.
Filosofia sem bondade - conversa vã.
Talento oculto - fonte escondida.
Fé parada - vaso inútil.
Virtude sem movimento - ninho morto.
Lição sem obras - museu de idéias.
Repara os recursos de que dispões:
Pensamento nobre.
Conhecimento superior.
Raciocínio pronto.
Diretrizes claras.
Ouvidos percucientes.
Olhos iluminados.
Verbo fácil.
Movimentos livres.
Mãos seguras.
Pés hábeis.
Não te afeiçoes a mortificações improfícuas.
Cada criatura, onde passa, deixa o próprio reflexo.
Só a inércia vagueia no mundo como sombra na sombra.
Tu, porém, deves caminhar, à feição do raio solar, dissipando as trevas.
Cada hora, podes fazer a dor menos amarga.
Cada hora, podes fazer a luta mais construtiva.
Imensos são os males do mundo - não os agraves com o desespero.
Enormes são as mágoas dos outros - não as multipliques com o fel da reprovação.
Onde estiveres, restaura, conserta, alivia, ampara e desculpa...
Em qualquer circunstância, recorda o Cristo, que passou entre os homens entendendo e ajudando...
E ainda mesmo quando se viu condenado sem culpa, pelos mesmos homens aos quais servia,
partiu para a morte, perdoando e amando... Torturado na cruz, mas de braços abertos!
EMMANUEL
Mensagem "CADA HORA"
(De "Religião dos Espíritos", de Francisco Cândido Xavier, FEB)
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Tudo é possível ao que crer 16
O homem se torna aquilo que acredita ser.Quando você se acredita fraco, faltam-lhe as energias necessárias para o êxito. Se você se julga incapaz, sua mente inconsciente não lhe traz a sabedoria para enxergar a solução para os problemas. Mas quando você se Vê corajoso, a energia da coragem o domina e o impele a quebrar as barreiras que o aprisionam às dificuldades. Você agirá de acordo com a imagem que faz de si mesmo. Como será que você se olha?
Gostaria que pensasse que você não é um projeto, já é uma realidade. Não é uma promessa, já é uma certeza. Ainda não chegou ao fim, apenas está se construindo a cada dia. Acreditar em si mesmo, porque crer em si é crer em Deus, é a chave que abre a porta da solução dos problemas e joga o desânimo na lata do lixo. Quando você descrê de si mesmo, seus caminhos se fecham, sua criatividade desaparece, sua luz se apaga, sua energia enfraquece. Mas quando tem fé em si mesmo, uma luz interior se acende e seus caminhos são iluminados pela certeza da vitória. Portanto, não dê ouvidos às vozes do desânimo, ore mais a Deus, entregue-se a Ele, descubra-O dentro de si mesmo e sinta sua força voltar, seu ânimo revigorar e a coragem vibrar no peito. Basta querer. E você quer?
“O maior pecado de ser humano é
Ignorar suas forças interiores, seus poderes criadores e sua herança divina. Estuda-te e vê quanta coisa és capaz de fazer”.
O.S. Marden
Gostaria que pensasse que você não é um projeto, já é uma realidade. Não é uma promessa, já é uma certeza. Ainda não chegou ao fim, apenas está se construindo a cada dia. Acreditar em si mesmo, porque crer em si é crer em Deus, é a chave que abre a porta da solução dos problemas e joga o desânimo na lata do lixo. Quando você descrê de si mesmo, seus caminhos se fecham, sua criatividade desaparece, sua luz se apaga, sua energia enfraquece. Mas quando tem fé em si mesmo, uma luz interior se acende e seus caminhos são iluminados pela certeza da vitória. Portanto, não dê ouvidos às vozes do desânimo, ore mais a Deus, entregue-se a Ele, descubra-O dentro de si mesmo e sinta sua força voltar, seu ânimo revigorar e a coragem vibrar no peito. Basta querer. E você quer?
“O maior pecado de ser humano é
Ignorar suas forças interiores, seus poderes criadores e sua herança divina. Estuda-te e vê quanta coisa és capaz de fazer”.
O.S. Marden
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Mensagem de João Hélio
" Nasci na Gália no ano de 22 e desencarnei na Líbia no ano 20 da era cristã.
Fui oficial da legião dos leões que estava na Líbia, Núbia.
Como governador de Al Katrim, me comprazia atrelar na minha biga, puxada por
dois cavalos velozes, crianças, homens, mulheres, novos e velhos que eram
puxados através da estrada seca e pedregosa daquela região da África.
Os corpos se despedaçavam e eu era exaltado pelos meus pares...
Morri em combate com tropas egípcias e me deparei em uma região de treva
profunda, talvez uma caverna.
Muitos gritos e rostos aterradores me esperavam. Fui levado a um estado de total
animalidade por mil e quinhentos anos, quando servos de Maria me resgataram.
Sendo levado a outro plano, fui aos poucos tendo o meu perispírito reajustado,
minha mente normalizada e meus pensamentos corrigidos.
E compreendi os horrores que cometi. Que tristeza Deus.
Por trezentos anos permaneci em preparo para reencarnação e pedia a graça de
receber para desencarne o mesmo destino dado por mim a outros.
No ano do Senhor de 2001, após busca incessante por quem me recebesse como
filho, um casal tiranizado por mim aceitou.
Reencarnei.
Agora em comoção generalizada, como irmão Joãozinho, desencarnei e agradeço ao
Pai ter me atendido, dando destino igual ao que dei às minhas vítimas.
Estou em paz, estou na luz.
Resgatei um pouco do meu passado, outros momentos virão.
Confioem Deus.
Titus Aelius "
Mensagem psicografada de João Hélio (o garotinho que foi arrastado no carro
pelos assaltantes) no Centro Espírita Leon Dennis, que ele frequentava com os
pais. "
Fui oficial da legião dos leões que estava na Líbia, Núbia.
Como governador de Al Katrim, me comprazia atrelar na minha biga, puxada por
dois cavalos velozes, crianças, homens, mulheres, novos e velhos que eram
puxados através da estrada seca e pedregosa daquela região da África.
Os corpos se despedaçavam e eu era exaltado pelos meus pares...
Morri em combate com tropas egípcias e me deparei em uma região de treva
profunda, talvez uma caverna.
Muitos gritos e rostos aterradores me esperavam. Fui levado a um estado de total
animalidade por mil e quinhentos anos, quando servos de Maria me resgataram.
Sendo levado a outro plano, fui aos poucos tendo o meu perispírito reajustado,
minha mente normalizada e meus pensamentos corrigidos.
E compreendi os horrores que cometi. Que tristeza Deus.
Por trezentos anos permaneci em preparo para reencarnação e pedia a graça de
receber para desencarne o mesmo destino dado por mim a outros.
No ano do Senhor de 2001, após busca incessante por quem me recebesse como
filho, um casal tiranizado por mim aceitou.
Reencarnei.
Agora em comoção generalizada, como irmão Joãozinho, desencarnei e agradeço ao
Pai ter me atendido, dando destino igual ao que dei às minhas vítimas.
Estou em paz, estou na luz.
Resgatei um pouco do meu passado, outros momentos virão.
Confio
Titus Aelius
Mensagem psicografada de João Hélio (o garotinho que foi arrastado no carro
pelos assaltantes) no Centro Espírita Leon Dennis, que ele frequentava com os
pais. "
Vossos Filhos e Vossas Filhas Profetizarão
Sinais

Nos últimos tempos, diz o Senhor, espalharei do meu espírito por
sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão;
vossos jovens terão visões e vossos velhos terão sonhos.
Nesses dias, espalharei do meu espírito sobre os meus servidores
e servidoras e eles profetizarão. (Atos, cap. II, vv. 17 a 18. - Joel,
cap. II, vv. 28 e 29.)

Nos últimos tempos, diz o Senhor, espalharei do meu espírito por
sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão;
vossos jovens terão visões e vossos velhos terão sonhos.
Nesses dias, espalharei do meu espírito sobre os meus servidores
e servidoras e eles profetizarão. (Atos, cap. II, vv. 17 a 18. - Joel,
cap. II, vv. 28 e 29.)
Se considerarmos o estado atual do mundo físico e do mundo moral, as
tendências, aspirações e pressentimentos das massas, a decadência das
idéias antigas que em vão se debatem há um século contra as idéias novas,
não poderemos duvidar de que uma nova ordem de coisas se prepara e que o
mundo velho chega a seu termo.
Se, agora, levando em conta a forma alegórica de alguns quadros e
perscrutando o sentido profundo das palavras de Jesus, compararmos a
situação atual com os tempos por ele descritos, como assinaladores da era
da renovação, não poderemos deixar de convir em que muitas das suas
predições se estão presentemente realizando; donde a conclusão de que
atingimos os tempos anunciados, o que confirmam, em todos os pontos do
tendências, aspirações e pressentimentos das massas, a decadência das
idéias antigas que em vão se debatem há um século contra as idéias novas,
não poderemos duvidar de que uma nova ordem de coisas se prepara e que o
mundo velho chega a seu termo.
Se, agora, levando em conta a forma alegórica de alguns quadros e
perscrutando o sentido profundo das palavras de Jesus, compararmos a
situação atual com os tempos por ele descritos, como assinaladores da era
da renovação, não poderemos deixar de convir em que muitas das suas
predições se estão presentemente realizando; donde a conclusão de que
atingimos os tempos anunciados, o que confirmam, em todos os pontos do
globo, os Espíritos que se manifestam.
Como vimos (cap. I, nº 32), coincidindo com outras circunstâncias, o
advento do Espiritismo realiza uma das mais importantes predições de
Jesus, pela influência que ele forçosamente tem de exercer sobre as
idéias. Ele se encontra, além disso, anunciado, em os Atos dos Apóstolos:
«Nos últimos tempos, diz o Senhor, derramarei do meu Espírito sobre toda
carne; vossos filhos e filhas profetizarão.»
É a predição inequívoca da vulgarização da mediunidade, que presentemente
se revela em indivíduos de todas as idades, de ambos os sexos e de todas as
Como vimos (cap. I, nº 32), coincidindo com outras circunstâncias, o
advento do Espiritismo realiza uma das mais importantes predições de
Jesus, pela influência que ele forçosamente tem de exercer sobre as
idéias. Ele se encontra, além disso, anunciado, em os Atos dos Apóstolos:
«Nos últimos tempos, diz o Senhor, derramarei do meu Espírito sobre toda
carne; vossos filhos e filhas profetizarão.»
É a predição inequívoca da vulgarização da mediunidade, que presentemente
se revela em indivíduos de todas as idades, de ambos os sexos e de todas as
condições; a predição, por conseguinte, da manifestação universal dos Espíritos,
pois que sem os Espíritos não haveria médiuns. Isso, conforme está dito, acontecerá
nos últimos tempos; ora, visto que não chegamos ao fim do mundo, mas, ao
contrário, à época da sua regeneração, devemos entender aquelas palavras
como indicativas dos últimos tempos do mundo moral que chega a seu termo.
(O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXI.)
nos últimos tempos; ora, visto que não chegamos ao fim do mundo, mas, ao
contrário, à época da sua regeneração, devemos entender aquelas palavras
como indicativas dos últimos tempos do mundo moral que chega a seu termo.
(O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXI.)
domingo, 26 de setembro de 2010
Resgate para os Médicos que Falham
Desde Hipócrates os médicos sempre ocuparam lugar de relevo na maioria das comunidades. Tendo também sido médico na Terra, André Luiz conta-nos, acerca de um Espírito de nome Assistente, o qual em vida física exercera muito mal a carreira médica no plano terrestre e então, via-se obrigado a providenciar o socorro na hora do parto difícil de uma das suas ex-vitimas quando estava encarnado. André fala também dos graves compromissos que os profissionais da medicina assumem perante a Consciência Divina principalmente quando se afastam do reto dever a cumprir. Outro detalhe explicado foi que o “Assistente”, por concessão da Misericórdia Divina voltaria a Terra para novamente ser médico e, dessa vez, não poderia cometer falhas ou iniciativas incompetentes ou irresponsáveis. E a indesviável lei de Causa e Efeito, de Ação e Reação diante das Leis Eternas. Leiamos com atenção um trecho desse longo capítulo. “Leonel, cuja inteligência aguda não perdia os nossos menores movimentos, perguntou a Silas, com ar respeitoso, se os trabalhos a que se dedicava exprimiam alguma preparação, diante do porvir ao que o Assistente respondeu sem pestanejar:
- Sem dúvida. Ainda ontem lhe falei dos meus erros de médico, que praticamente jamais o fui, e comentei o plano de abraçar a Medicina no futuro, entre os encarnados nossos irmãos. Todavia, para que eu mereça a ventura de tal reconquista, consagro-me, nas regiões inferiores que me servem de domicílio, ao ministério do alívio, criando causas benéficas para os serviços que virão...
- Causas? Causas? – murmurou Clarindo, algo espantado.
– Sim, procurando ajudar espontaneamente além dos deveres que me são impostos, na luta pela recuperação moral de mim mesmo, com a Bênção Divina alongarei a sementeira de simpatia em meu favor. E relanceando significativamente o olhar sobre nós, acentuou, em seguida a breve minuto de reflexão:
- Um dia, consoante às dívidas que me pedem resgate, estarei novamente entre as criaturas encarnadas e, para solver minhas culpas, também sofrerei obstáculo e dúvida, enfermidade e aflição... Que mãos caridosas e amigas me amparem daqui, em nome de Deus, porque isoladamente ninguém consegue vencer... E para que braços amorosos se me estendam, mais tarde, é imperioso movimente agora os meus no voluntário exercício da solidariedade. O ensinamento era precioso, não apenas para os dois perseguidores que o registravam, perplexos, mas também para nós que reconhecíamos, mais uma vez, a Infinita Bondade do Supremo Senhor, que, ainda mesmo nos mais tenebrosos ângulos da sombra, nos permite trabalhar pelo incessante engrandecimento do bem, como abençoado preço de nossa felicidade. Enquanto volitávamos de retorno, Hilário, antecipando-me na curiosidade, inclinou a conversação para o caso de Laudemira. Era conhecida de Silas, desde muito tempo? Assumira, assim, compromissos tão graves para com a maternidade? Que papel representavam os filhos junto dela? Credores ou devedores? Silas sorriu complacente para a argüição cerrada e explicou:
- Inegavelmente, creio que o processo redentor de nossa amiga serve por tema palpitante nos estudos de causa e efeito que vocês vão acumulando.
Entregou-se a longa pausa de consulta à memória e prosseguiu:
- Não podemos, assim de relance, mergulhar pormenorizadamente no pretérito que lhe diz respeito, nem posso de mim mesmo cometer qualquer indiscrição, abusando da confiança que a Mansão me outorga, no exercício de meus encargos.”
Do livro Ação e Reação: (André Luiz) Psicografado por Francisco Cândido Xavier.
- Sem dúvida. Ainda ontem lhe falei dos meus erros de médico, que praticamente jamais o fui, e comentei o plano de abraçar a Medicina no futuro, entre os encarnados nossos irmãos. Todavia, para que eu mereça a ventura de tal reconquista, consagro-me, nas regiões inferiores que me servem de domicílio, ao ministério do alívio, criando causas benéficas para os serviços que virão...
- Causas? Causas? – murmurou Clarindo, algo espantado.
– Sim, procurando ajudar espontaneamente além dos deveres que me são impostos, na luta pela recuperação moral de mim mesmo, com a Bênção Divina alongarei a sementeira de simpatia em meu favor. E relanceando significativamente o olhar sobre nós, acentuou, em seguida a breve minuto de reflexão:
- Um dia, consoante às dívidas que me pedem resgate, estarei novamente entre as criaturas encarnadas e, para solver minhas culpas, também sofrerei obstáculo e dúvida, enfermidade e aflição... Que mãos caridosas e amigas me amparem daqui, em nome de Deus, porque isoladamente ninguém consegue vencer... E para que braços amorosos se me estendam, mais tarde, é imperioso movimente agora os meus no voluntário exercício da solidariedade. O ensinamento era precioso, não apenas para os dois perseguidores que o registravam, perplexos, mas também para nós que reconhecíamos, mais uma vez, a Infinita Bondade do Supremo Senhor, que, ainda mesmo nos mais tenebrosos ângulos da sombra, nos permite trabalhar pelo incessante engrandecimento do bem, como abençoado preço de nossa felicidade. Enquanto volitávamos de retorno, Hilário, antecipando-me na curiosidade, inclinou a conversação para o caso de Laudemira. Era conhecida de Silas, desde muito tempo? Assumira, assim, compromissos tão graves para com a maternidade? Que papel representavam os filhos junto dela? Credores ou devedores? Silas sorriu complacente para a argüição cerrada e explicou:
- Inegavelmente, creio que o processo redentor de nossa amiga serve por tema palpitante nos estudos de causa e efeito que vocês vão acumulando.
Entregou-se a longa pausa de consulta à memória e prosseguiu:
- Não podemos, assim de relance, mergulhar pormenorizadamente no pretérito que lhe diz respeito, nem posso de mim mesmo cometer qualquer indiscrição, abusando da confiança que a Mansão me outorga, no exercício de meus encargos.”
Do livro Ação e Reação: (André Luiz) Psicografado por Francisco Cândido Xavier.
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